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sábado, 30 de julho de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.26

depois montou padaria, em meio ao tempo surgiu o divórcio já com netos em sucessão de heranças e um filho residindo em Paris.
Esse perambulante dava continuidade em sua jornada agora morando sozinho em apartamentinho alugado, sendo ajudado pela mãe viúva abastada, e na era moderna caiu em depressão. Suicídio novamente?
Sina de família...e as irmãs proíbem até hoje  a qualquer um fora do círculo pessoal, a siquer comentar, recorrendo à máxima familiar de que tudo fazem para a inconsolável mãe viúva poupar de qualquer tipo de desgosto.
Clube Concórdia...que não existiu..queima de arquivo por dívida de jogo...!
Ah...mas num precisou dos túmulo do Vitório e do Luiz não....

Do mentor e auxiliar que ajudou a envenenar:
Quanto ao primogênito Bertinho e o Kiko?
Casaram-se e são felizes para sempre, com apenas algumas pedrinhas de doença pela frente. Infelizmente esse meu primo, sofreu a pena antes do executor, aos 48 anos de idade, tendo uma parada cardíaca e sem oxigenação cerebral por 40 minutos.
Ficou apenas com umas sequelinhas pelas quais afirmam os mais íntimos, lhe rendeu perda parcial de memória retroativa, mas ele com a esposa Sonia, 3 filhos e 1 neto mais o irmão Kiko e a cunhada Cidinha estéreis, vão seguindo sua jornada.

Mas a mulher menina de ontem, do querido Tio Berto que adorava uma cachacinha e com o cigarrinho ia levando sua amarga vidinha, sente uma tremenda saudade. Ele passou a vida sendo proprietário de bares, e em cada comércio alugado com moradia que ele abria, a menina sempre acompanhada dos pais em visitas se fazia, onde a maioria abrangeu a região do bairro Bonfim.

Mas em alguns domingos, sagrados eram os momentos de lazer com  diversão e muita alegria quando ele passava no Cambuí pra levar a sobrinha com os filhos na traseira aberta daquela baratinha esporte que ele tinha, em pequenas viagens de estrada tendo o vento em nossos corpos por parceiro de deslumbramento.
A menina foi crescendo e o carinho e a consideração pela sobrinha foi caminhando tão junto, que quando estava moribundo com a traquéia aberta se alimentando com canudos numa cama de solteiro sobrevivendo com altas doses de morfina corroído na garganta por um câncer maligno, só porque eu era a única em toda família que com ele a canequinha de alumínio da água que ele bebia, o talher e o prato que ele comia eu também com ele essa dor dividia, possuído de plenas faculdades mentais em sofrimento, afirmava que só partiria com a minha presença nesse desligamento derradeiro junto ao seu peito segurando minhas mãos e uma prece de amor ele ouvisse.
                                                  -26-

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