As duas irmãs eram as mais queridas e estimadas pelos tios nessa família.
Graciosamente sempre bem vestidas com laços de fitas e rendas, banhadas, cheirosas, educadas, carinhosas, amorosas, completamente desprovidas e desinteressadas em qualquer tipo de gratificação que espontaneamente ou não os mimos e os elogios claramente apareciam entre todos os comentários mais particulares. E a fama corria entre os primos machos ou fêmeas que eram mesmo os mais despeitados.
Estatuto da criança e adolescente? Delegacia da Mulher? Traumas?
Exame de corpo de delito? Subsídios emocionais preciosos.
A criação de continuidade rude e severa repassada pela bisavó Brígida, que repassou para a sua filha e minha avó Margarida para com todos seus filhos em surras de cintas chinelos, varas, atinham-se na apaziguação quando das brigas acirradas com agressividade entre as crianças, que diversificavam os castigos para as meninas cuja rigorosidade se firmava na sexualidade frágil, deixando claro entre todos que depois de formadas outras famílias, não haveria interferências entre as outras famílias que nessa educação doméstica sofriam outras influências dando o livre arbítrio total, se omitindo em todos os casos, mas nunca batiam sem comprovação adequada, quer por flagrante detectado em cada ocasião, presenciado ou não. A vó Margarida nunca batia por indução, no oposto da filha Dirce que com as peraltices normais não se manifestava. Mas aquela moral sexual, vinha fosse de que jeito fosse em forma de castigos injustificados, que em surtos psicóticos espancava com o que no momento estivesse segurando e o marido não palpitava, e aí veio o farto banquete para que a pura inveja se manifestasse, pois desses exemplos a família inteira comentava.
E assim dentre todos os primos machos, 3 se destacaram.
Dois irmãos Bertinho e Kiko, filhos do Tio Berto e Tia Nilza
e o outro primo Gustinho filho do falecido Tio Alcides com a Tia Lilica, irmão de mais 2 fêmeas Marly e Miriã.
Na família inteira, só a madame irmã Dirce que havia se casado com um futuro milionário, é que possuía carro próprio já naquela época, e era a única que semanalmente revezava as visitas entre essa parentaria que em meio a cafés e festas, todos em unanimidade, conheciam a fama de espancamentos da parte dessa torturante criatura, que agia instantaneamente sem nenhuma necessidade de apurar os fatos na mais profunda verdade, e só com boatos a coisa pegaria.
Juntando o trio na cabaninha da árvore do quintal, começaram a tramar a vingança daquela metidinha.
Naquele tempo, os pais da menina já haviam vendido o primeiro imóvel de residência fixa, e estavam dividindo o mesmo teto com a filha recém casada, em uma casa alugada no bairro Taquaral, na Rua Azarias de Melo, 301, onde na Rua de trás Paula Bueno passava o bonde que fazia divisa traseira com esse terreno e havia outro Cine “São José” de bang bang onde hoje é sede de evangélicos.
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