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terça-feira, 21 de junho de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.11


Quando as famílias se reuniam, os 3 quartos daquele corredor que tinha uma porta para preservar a intimidade que o seo Jorge com a dona Catarina e seus filhos desfrutavam, os irmãos cediam 1 para o aconchego do jovem casal, ficando no outro quarto depois da porta, o casal dos sogros com a caçulinha. Até que numa noite calmosa a menina acorda ouvindo gemidos diferentes daqueles que ela tinha ouvido da irmã Terezinha, mas continuou quetinha pois do mesmo jeito que ouviu, num outro minuto tudo voltava ao som dos sapos e rãs da lagoa. Afinal de contas, afirmava o veinho, é só uma criança e dorme como um anjinho...que importância tinha, o importante era a manutenção de todo dia.

Será que pelo menos enxugavam com panos de pratos?
Como a menina com esses pequenos detalhes se atentaria?
Quem mesmo essa vida de fartura dispensaria?
Com tanta alegria, na cabecinha da menina, as partidas eram mais felizes ainda, pois sabia que logo em breve tudo voltaria.
Quem imaginaria que enquanto essas viagens transcorriam, lá na cidade de luzes brilhantes é que um lobo mau os atraiçoariam.

A boa irmã artista, iniciou instrução educacional primária numa escola pública que ficava a 2 quadras da moradia e praticava balé, dava aulas, cantava, e percorrendo essa carreira, foi convidada a participar como balisa de fanfarra numa das melhores escolas particulares que pertencia ao diretor entusiasmado Dr.Heitor Benjovengo, em cujo pacote incluía bolsa de estudos com tudo pago para que fosse providenciada a transferência escolar, garantindo assim todo o futuro daquela mocinha.

E essa “Escola Bandeirantes”, com sua “Fanfarra Masculina”, que já era respeitada pelas apresentações fenomenais, tornou-se mais famosa ainda com o virtuosismo daquela mocinha Terezinha, que com muito dom e amor universal, muita coisa modificaria.
 


OS DADOS MARCADOS DE EINSTEIN SOBRE O CONCEITO DA PREDESTINAÇÃO ESCRITA POR DEUS.
Em meio à toda essa agitação artística conheceu o futuro esposo que havia sido convidado para integrar um dos poucos conjuntos musicais populares conhecido como “Conjunto Continental” conduzido pelo baterista Geraldo Lamana, onde ela era a “Crooner Principal” que concorria naquela época com apresentações em clubes sociais da cidade, excursões pelo interior ou no teatro municipal quando em algumas vezes tinha como participação um convidado campineiro muito especial o pianista Laércio de Freitas, ainda hoje vivo, famoso e bem sucedido, sendo o Geraldo considerado um dos melhores acordeonistas  na época, com referências de currículo em acompanhamento de muitos artistas já tradicionais.



Esse rapaz prenunciava uma carreira de futuro invejável. Moço bonito, descendente de italianos, moreno de cabelos ondulados, barba feita, vaidoso, bem trajado, fino trato, bem composto. 
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