A sede da fazenda onde morava o administrador Jorge com a família, tinha toda alvenaria pintada externa e internamente de branco, 3 quartos que ficavam isolados por uma porta em forma de corredor pelo lado direito, e outro quarto depois da porta com uma ante sala com móveis aparentes para refeições da família do proprietário Carvalho Pinto. politico famoso da cidade grande, onde toda a construção se agigantava com uns 5 metros de pé direito.
O piso dos salões e quartos era de tábuas largas de madeira impecavelmente encerados.
Portas que abriam em duas fatias e janelões com vidraçaria impecavelmente limpos.
Um salão grandioso em 2 ambientes definidos com mesas bem medidas, toda avarandada na frente tendo os terreiros para secagem dos grãos de café com vista para os morros e uma enorme Lagoa.
Por mais incrível que possa parecer, só havia um enorme banheiro interno coletivo azulejado branco em meia barra, com um chuverão elétrico e privada com correntinha na descarga, tolhas de banho brancas devidamente assepssiadas onde a limpeza imperava, se iniciava um largo corredor que se uniria com uma grande copa cozinha e um fogão a lenha dia e noite que em brasa ardia, interligado por um abrigo fechado tendo na porta de entrada 1 estrado encravado de pregos com grande capacho de corda com cizal na limpeza primária das botas de barro ou poeira moída acumulada para que também as capas ou roupas de trabalho fossem encabidadas, retiradas e em seguida devidamente todos os pés achinelados, onde os cães que acompanhavam o senhor, só do lado de fora descansavam, quando num triste dia a cadela fêmea Diana ficou viúva do macho que foi pro belelel com uma picada de cobra cascavel.
Do lado oposto pela esquerda uma horta de respeito seguida de um considerável pomar com árvores frutíferas sempre a abastecer a todos os que daquele paraíso podiam conviver e quem arava, semeava, plantava e colhia era o irmão do meio Edson, enquanto o antecessor Mauro cavalgava ajudando o Pai na hora de recolher o gado leiteiro.
Junto a parte posterior havia um barracão também de alvenaria onde deveria funcionar uma Escola para a alfabetização da criadagem e também ali a menina já demonstrava seus dons de pedagogia quando transformava da caixinha de giz palavras mágicas naquele quadro negro abandonado brincando de professora tendo por alunos os caçulas José e Fernando.
Na parte inferior pelo lado direito, ficavam as máquinas para torrefação e moagem do café, que diariamente depois de colhidos no cafezal que cercava toda a fazenda, eram cuidadosamente espalhados entre os imensos terreiros logo quando o sol despontava e antes do entardecer juntados e separados em amontoados que eram cobertos com lonas não podendo serenar quanto menos encharcar.
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