Mas era por toda a murada do lado direito que a menina se embriagava, pois na esquina um baldio imenso com matagal denso, ficava a cabaninha de zinco estancada por caibros amarrados com laços de fitas e rondando esse muro a casa da Dona Noca, com o quintal recheado de jabuticabas onde o trampolim de acesso passava pela escalada da laranjeira com galhos invasores em ludibriagem ao vira-lata preto e branco, que com as interveniências ocasionais daquela menina, não se conformava e a gostosa invasão denunciava.
E enquanto esse futuro não ilude à porta, a infância transcorre entre pomares de pessegueiros, laranjeiras, limoeiros, amarelinhas, pião, pipas, pula cordas, esconde esconde, telefone sem fio, pedrinhas, tendo os parentes futuros herdeiros e concorrentes, por vizinhos de banheiros, nunca havendo mede cus nessa família inteira.
Será que era porque naquele tempo as classes não eram mistas?
Urralhos...continuamos enrabados...afinal de contas já haviam seminários logo após a morte do primeiro cristo, bem antes dele já haviam marias e muuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitooooooooooooooossssssss josés....
Quantos manés, sem pés e tantos bonés....
SEGUINDO CONSELHOS DE TERCEIROS MAIS EXPERIMENTADOS – RECURSO DA ÉPOCA – GUARITAS?
Animais domésticos foram seguindo os costumes adquiridos daquele tempo:
- Cachorro bravo pastor alemão para servir de segurança>>>> pedigree é coisa da evolução financeira e pitbul é questão de opção....caramba....
O tal do Bugre, nome do cão batizado em honra ao futebol de glória campeão brasileiro de 1978, e que tinha a nona como torcedora símbolo de um time da elite de 2 populares, vivia acorrentado, enrolado no bambu esticado que mantinha o varal de arame enferrujado estirado...e o vovô Vitório todo afobado, ficava encarregado de vigiar o vigia, que pegar ladrão não podia, mas cumpria o mandado em sua jornada de trabalho e latia...latia....e a menina se ria!
A mãe das meninas, em plena conformidade de comportamento natural com as filhas da época, de acordo com o poder financeiro de cada família, para os serviços caseiros foi logo distribuindo o que até hoje ganha a pior parte dentro das prendas domésticas.
Tinham coisas que a mais velha com 12 anos ainda não fazia, tendo que em uma das obrigações permanecer em cima de um caixote de madeira para atingir o nível da pia na lavagem das louças durante as 3 refeições de todo dia. Dentre essas faxinas diárias, com marido trabalhando em serviço público, lavar roupas gerais que incluíam as íntimas e as sociais da criança menor sujas de terra, suor e da adolescente, onde existiam peças pra engomar, secar e passar, com as brancas daquele lar, quarar nem pensar.
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