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sexta-feira, 24 de junho de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.13

Tudo foi tão de repente que uma noite virou dia, quando a menina só via o noivo que foi convocado para comparecer naquela residência e na calçada da rua foi recebido com malas voando, coisas se espalhando, a aliança pesada de ouro e já gravada de 18 kilates e aquele radio vermelho de pilha junto aos coqueiros do jardim se espatifando.
Chi...e agora...o que estariam os vizinhos ricos presenciando?

Foram-se muitas noites que a menina não dormia com o choro amargurado da irmã querida...mas o que teria detonado tão triste episódio?

Só depois de 45 anos é que a menina soube dos fatos em sua cruel realidade. Outra cilada muito bem armada. Desta vez, a ferramenta cortava pelo lado mascarado de uma falsa honra moral, enfeitado com ciúmes no arranjo fenomenal de uma sinfonia que chamavam de Amor Perfeito.

Quais foram os verdadeiros motivos que ativaram a engrenagem do despeito nesse caso provocando a rachadura no alicerce que desencadeou a queda do castelo desses príncipes?

A artista: Primeiro o Físico depois os outros físicos. Predicativos do sujeito.
Corpo Escultural, coxas e pernas grossas com músculos fortes de bailarina dedicada, atriz exemplar trabalhando em teatros do SESC e em papéis principais no Circo Teatro “Irmãos Almeida” e como cantora uma afinação com domínio em palcos perfeito.

Honrada, educada, de família abastada, meiga, dócil, pura, virgem, bonita prendada, criativa, inteligente, habilidosa, coreografias próprias, desenhava seus figurinos e confeccionava manualmente os acessórios, bordava lantejoulas, canutilhos, pedrarias, a maquiagem, as fantasias que cobririam as óperas em ricos bordados e esvoaçantes sedas provocantes.

Comportamento inigualável, tratamento à distância, onde selinho era coisa de correios e telégrafos, no máximo aperto de mãos, nunca estava sozinha, ou era o pai ou a mãe...e bastou uma turnezinha para São José do Rio Preto, para que a praguinha fosse soprar no ouvido do noivinho, que a mocinha estava andando com toda a orquestra daquele cassino flutuante e ainda sob a cobertura da falsa moralista sogrinha! Plaft...pluft...estourava a boiada.

MANNAGIA...e sobrou até pra sogra que acompanhava as apresentações naquele tempo, pois era a mamãe que recebia machos e dividia escondendo as chifradas do futuro corno com a filha...magina só se a portuguesa não iria à forra até as últimas conseqüências...

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