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quarta-feira, 22 de junho de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.12


Com o diploma de curso técnico de escola tradicional, abraçou a área da metalurgia e sabendo que teria que se mudar da fazenda, veio morar na cidade mais próspera que era Campinas e se instalou em uma pensão alugando um quarto que dividia com outro e ficava na Rua José Paulino, vizinho da vó Margarida. Empregou-se na americana Clark e dedicado ao extremo, levava a vida dividindo-se entre muitos cursos de aperfeiçoamento até atingir o mais alto grau em ferramentaria de corte com especialidade em engrenagens, viajando muitas vezes para Inglaterra, Escócia e Estados Unidos, mas não antes de cursar uma escola de inglês “Christmmi” do abastado americano que um dia tornou-se seu vizinho.
E precisando de ajuda de custo, a música preenchia o cofrinho.

Um dia aconteceu o encantamento e estava fatorizado o relacionamento começando o tempo do namoro da irmã mais velha da menina.
As visitas se limitavam aos dias ímpares da semana, somente 3as., 5as., ficando o sábado com direito a pequenas voltas no quarteirão ou um cinemão. Domingos era tempo de congelar os ânimos e descanso para os seguranças.
O moço ganhava bem e a família recebia o primeiro presente para que todos agora pudessem assistir Televisão na sala, e a menina todas as tardes depois que pela manhã freqüentava a escola, somente a Estação Cultura a programação não perdia.

A sogra era um mimo só.
“Bauru quentinho com coca-cola gelada na “Frigidaire” era praxe....e o genro só recebia elogios.

OS RUMINANTES EM SUAS ESTREBARIAS – ELABORAÇÃO MENTAL ARMANDO O PLANO, TRAÇANDO AS ESTRATÉGIAS.
PLANTANDO O VERDE PARA COLHER O QUE JAMAIS TINHA SIQUER GERMINADO, QUANTO MAIS AMADURECIDO.
Até que o noivo em um daqueles dias, do lado de fora do abrigo, lançou a flecha do cupido com o dardo envenenado e atacou a mocinha alegando:
“chifre na cabeça e ainda antes do casório...nã nã ni nã não”

A partir daquele dia, era só gritaria, prantos e ranger de dentes.
A irmã não saia do quarto. Olhos vermelhos inchados era choro por todo lado e o colchão não era d’água...porca miséria, repetia o sogro.
A sogra não engoliria esse destrato com o alto grau máximo da ofensa moral pelo qual todos os outros ancestrais da mesma medida se limpavam.
Aquele embrolho não ficaria daquele jeito. Naquele tempo, a péssima fama se se espalhasse, enterraria toda e qualquer esperança de uma jovem virgem de família e a vergonha não estava em nenhum plano de cartilha.
O lençol manchado com o sangue do ato desvirginal  só seria estendido depois de casamento oficial em cartório, igreja, muitos padrinhos e olhe lá....
                                                           -12-



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