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quarta-feira, 15 de junho de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.8


OS VÍCIOS REPETITIVOS ATRAVÉS DO MAU CARATER
INVEJAS, INTRIGAS, CALÚNIAS, MALEDICÊNCIAS
COISAS DESSA HUMANIDADE, NÃO IMPORTANDO CLASSE SOCIAL OU TRABALHISTA – IMORAIS. LAVANDO A HONRA DAS INDECÊNCIAS!
Os noivos Geraldo e Terezinha acabavam de contrair a primeira separação.
A apaixonada noiva, guardava com carinho os presentinhos do noivo em aconchegantes gavetas daquele guarda-roupas, mas a menina apenas se lembra de um rádio de pilhas vermelho que também voou por aquelas janelas junto com coisas que nunca passaram por aquela cabeça.

Tendo a irmã despontado como virtuosa artista completa, naquela época, só mesmo com muito malabarismo para continuar mantendo aquela moral engasgada em profundas gargantas de tanta serpente maligna envenenada.

O noivo exercia cargo de chefia em uma multinacional americana de engenharia mecânica
Nascido na cidade de Socorro estado de São Paulo, veio morar ainda criança com toda a família em um lugar chamado Posse de Ressaca, pois o humilde Pai Jorge casado com Catarina e mais 4 irmãos (Mauro, Edson. José e Fernando) todos varões, atuaria como administrador de uma fazenda produtora de café “Santa Luzia” de propriedade do político Carvalho Pinto, nas cercanias do distrito de Arcadas repartindo divisas com o município de Amparo, estado de São Paulo.

Esse jovem, por ser o mais velho, foi sendo mantido em privilégio de colégio, e assim caminhava 14km a pé de ida e volta em estrada de terra com pó ou em lama no deslocamento da sede da fazenda para a única Escola Industrial “Belarmino de Carvalho”sediada em Amparo, enquanto a irmandade que ia se enfileirando  trabalhava ajudando o pai na lida do campo.

As noites tentava dividir a audição no emaranhado de ondas longas, médias e curtas das incontáveis estações de rádio e em sintonia de curtas, entre a BBC de Londres, pois adorava não entender nada daquela língua enrolada estrangeira com o acordeon no Rio de Janeiro do genial “Orlando Silveira”, e nos fins de semana, a maioria dos colonos da fazenda em roda se sentavam junto à fogueiras e o sertanejo dominava com o Seu Jorge também arranhando a sanfona nas valsas faceiras de outrora.

Dias preciosos...a família da noiva adorava feriados prolongados para fazer malas, encher frasqueiras, pegando ônibus municipal, depois interestadual na rodoviária local da cidade de origem para o interior acolhedor.
A terceira parada na estrada de terra era em Santo Antonio da Posse e daí em diante, seguiam de jardineira que parava bem na porteira da fazenda.
A menina se encantava.
                                                               -8-

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