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sábado, 2 de julho de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.15


O moço vinha de origem humilde, católica extremista por parte materna, sendo educado por bons pais em ambiente rural sem nenhum tipo de agressividade. Crescendo com 5 machos, espancamentos não havia necessidade, talvez algumas chineladas por ocasiões de travessuras consideradas anormais reconduzindo o pequeno desvio temporário na tradição de que é de pequenino que se torce o pepino.
Convivência natural com animais irracionais de pequeno, médio e grande porte educando para a domesticidade com tentativa de controle de natalidade, na prevenção de instintos de brutalidade.

Mas o moço foi ao extremo da conquista, e jamais deveria ter tentado extrair no mais profundo da alma daquela sincera moça da cidade, o que de falsidade ela não tinha, só porque ela era uma atriz, não lhe dava o direito de achar que máscara ela poderia estar usando durante todo o período desse noivado. Radicalismo egóico na prevenção de uma auto estima excessiva.
Também lhe seria negado o direito de duvidar de tanta vigilância sucessiva.
Imaturidade emocional destrutiva. Pode ter passado por experiências semelhantes com todo o outro lado da outra família e fixado insegurança.
Quando a esmola é demais só o santo é que desconfia?

Se freqüentava com assiduidade aquele lar, era pra lá de conhecida a defesa da honra em riste que aquele casal em tudo cercava para nenhum alfinete restar, que maneira mesquinha de sua tal honra com orgulho empombar.

Se tivesse havido o boato, um homem de caráter um pouco mais evoluído, teria corrido com o soprista e aquela família honesta, jamais precisaria por toda essa patifaria passar...mas...quem seria essa pessoa pra julgar e condenar nessa terra de ninguém, onde dizem que perdão, só Deus é que pode perdoar...mas tem que aprender a pedir e não precisa implorar aos pés de qualquer altar em cruz seja de cinza, de barro ou de sal. O resto é mau.

E o noivado foi reatado, com pacto nupcial de renuncia total de ambas as partes artísticas, porque o noivo sabia o que realmente tinha tramado e o quanto as 2 famílias da noiva o idolatravam.
Formariam a sua família seguindo a tradição de que somente o homem a partir daquele enlace a todos que daquela espécie advisse, sustentaria.


E as tardes então, não importava se solava ou chovia, se ventava ou ardia...santo trabalho disciplinado na pontualidade das 3 horas das tardes, quando o Zé padeiro, todo de branco com seu bonezinho, locomovido por sua camionete na porta daquela Rua Rággio Nobrega 129 encostava, e o aroma da panificação entre cestas de fibras de vime se espalhava pela redondeza em meio aquele branco açucarado de roscas, pães e tantos sonhos recheados de marmelada ou goiaba cascão, até cobrir as orelhas pela calçada, tal e qual as iguarias da dona Catarina.!!!!!!ISO 2000? 
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