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sexta-feira, 24 de junho de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.13

Tudo foi tão de repente que uma noite virou dia, quando a menina só via o noivo que foi convocado para comparecer naquela residência e na calçada da rua foi recebido com malas voando, coisas se espalhando, a aliança pesada de ouro e já gravada de 18 kilates e aquele radio vermelho de pilha junto aos coqueiros do jardim se espatifando.
Chi...e agora...o que estariam os vizinhos ricos presenciando?

Foram-se muitas noites que a menina não dormia com o choro amargurado da irmã querida...mas o que teria detonado tão triste episódio?

Só depois de 45 anos é que a menina soube dos fatos em sua cruel realidade. Outra cilada muito bem armada. Desta vez, a ferramenta cortava pelo lado mascarado de uma falsa honra moral, enfeitado com ciúmes no arranjo fenomenal de uma sinfonia que chamavam de Amor Perfeito.

Quais foram os verdadeiros motivos que ativaram a engrenagem do despeito nesse caso provocando a rachadura no alicerce que desencadeou a queda do castelo desses príncipes?

A artista: Primeiro o Físico depois os outros físicos. Predicativos do sujeito.
Corpo Escultural, coxas e pernas grossas com músculos fortes de bailarina dedicada, atriz exemplar trabalhando em teatros do SESC e em papéis principais no Circo Teatro “Irmãos Almeida” e como cantora uma afinação com domínio em palcos perfeito.

Honrada, educada, de família abastada, meiga, dócil, pura, virgem, bonita prendada, criativa, inteligente, habilidosa, coreografias próprias, desenhava seus figurinos e confeccionava manualmente os acessórios, bordava lantejoulas, canutilhos, pedrarias, a maquiagem, as fantasias que cobririam as óperas em ricos bordados e esvoaçantes sedas provocantes.

Comportamento inigualável, tratamento à distância, onde selinho era coisa de correios e telégrafos, no máximo aperto de mãos, nunca estava sozinha, ou era o pai ou a mãe...e bastou uma turnezinha para São José do Rio Preto, para que a praguinha fosse soprar no ouvido do noivinho, que a mocinha estava andando com toda a orquestra daquele cassino flutuante e ainda sob a cobertura da falsa moralista sogrinha! Plaft...pluft...estourava a boiada.

MANNAGIA...e sobrou até pra sogra que acompanhava as apresentações naquele tempo, pois era a mamãe que recebia machos e dividia escondendo as chifradas do futuro corno com a filha...magina só se a portuguesa não iria à forra até as últimas conseqüências...

                                                              -13-


quarta-feira, 22 de junho de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.12


Com o diploma de curso técnico de escola tradicional, abraçou a área da metalurgia e sabendo que teria que se mudar da fazenda, veio morar na cidade mais próspera que era Campinas e se instalou em uma pensão alugando um quarto que dividia com outro e ficava na Rua José Paulino, vizinho da vó Margarida. Empregou-se na americana Clark e dedicado ao extremo, levava a vida dividindo-se entre muitos cursos de aperfeiçoamento até atingir o mais alto grau em ferramentaria de corte com especialidade em engrenagens, viajando muitas vezes para Inglaterra, Escócia e Estados Unidos, mas não antes de cursar uma escola de inglês “Christmmi” do abastado americano que um dia tornou-se seu vizinho.
E precisando de ajuda de custo, a música preenchia o cofrinho.

Um dia aconteceu o encantamento e estava fatorizado o relacionamento começando o tempo do namoro da irmã mais velha da menina.
As visitas se limitavam aos dias ímpares da semana, somente 3as., 5as., ficando o sábado com direito a pequenas voltas no quarteirão ou um cinemão. Domingos era tempo de congelar os ânimos e descanso para os seguranças.
O moço ganhava bem e a família recebia o primeiro presente para que todos agora pudessem assistir Televisão na sala, e a menina todas as tardes depois que pela manhã freqüentava a escola, somente a Estação Cultura a programação não perdia.

A sogra era um mimo só.
“Bauru quentinho com coca-cola gelada na “Frigidaire” era praxe....e o genro só recebia elogios.

OS RUMINANTES EM SUAS ESTREBARIAS – ELABORAÇÃO MENTAL ARMANDO O PLANO, TRAÇANDO AS ESTRATÉGIAS.
PLANTANDO O VERDE PARA COLHER O QUE JAMAIS TINHA SIQUER GERMINADO, QUANTO MAIS AMADURECIDO.
Até que o noivo em um daqueles dias, do lado de fora do abrigo, lançou a flecha do cupido com o dardo envenenado e atacou a mocinha alegando:
“chifre na cabeça e ainda antes do casório...nã nã ni nã não”

A partir daquele dia, era só gritaria, prantos e ranger de dentes.
A irmã não saia do quarto. Olhos vermelhos inchados era choro por todo lado e o colchão não era d’água...porca miséria, repetia o sogro.
A sogra não engoliria esse destrato com o alto grau máximo da ofensa moral pelo qual todos os outros ancestrais da mesma medida se limpavam.
Aquele embrolho não ficaria daquele jeito. Naquele tempo, a péssima fama se se espalhasse, enterraria toda e qualquer esperança de uma jovem virgem de família e a vergonha não estava em nenhum plano de cartilha.
O lençol manchado com o sangue do ato desvirginal  só seria estendido depois de casamento oficial em cartório, igreja, muitos padrinhos e olhe lá....
                                                           -12-



terça-feira, 21 de junho de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.11


Quando as famílias se reuniam, os 3 quartos daquele corredor que tinha uma porta para preservar a intimidade que o seo Jorge com a dona Catarina e seus filhos desfrutavam, os irmãos cediam 1 para o aconchego do jovem casal, ficando no outro quarto depois da porta, o casal dos sogros com a caçulinha. Até que numa noite calmosa a menina acorda ouvindo gemidos diferentes daqueles que ela tinha ouvido da irmã Terezinha, mas continuou quetinha pois do mesmo jeito que ouviu, num outro minuto tudo voltava ao som dos sapos e rãs da lagoa. Afinal de contas, afirmava o veinho, é só uma criança e dorme como um anjinho...que importância tinha, o importante era a manutenção de todo dia.

Será que pelo menos enxugavam com panos de pratos?
Como a menina com esses pequenos detalhes se atentaria?
Quem mesmo essa vida de fartura dispensaria?
Com tanta alegria, na cabecinha da menina, as partidas eram mais felizes ainda, pois sabia que logo em breve tudo voltaria.
Quem imaginaria que enquanto essas viagens transcorriam, lá na cidade de luzes brilhantes é que um lobo mau os atraiçoariam.

A boa irmã artista, iniciou instrução educacional primária numa escola pública que ficava a 2 quadras da moradia e praticava balé, dava aulas, cantava, e percorrendo essa carreira, foi convidada a participar como balisa de fanfarra numa das melhores escolas particulares que pertencia ao diretor entusiasmado Dr.Heitor Benjovengo, em cujo pacote incluía bolsa de estudos com tudo pago para que fosse providenciada a transferência escolar, garantindo assim todo o futuro daquela mocinha.

E essa “Escola Bandeirantes”, com sua “Fanfarra Masculina”, que já era respeitada pelas apresentações fenomenais, tornou-se mais famosa ainda com o virtuosismo daquela mocinha Terezinha, que com muito dom e amor universal, muita coisa modificaria.
 


OS DADOS MARCADOS DE EINSTEIN SOBRE O CONCEITO DA PREDESTINAÇÃO ESCRITA POR DEUS.
Em meio à toda essa agitação artística conheceu o futuro esposo que havia sido convidado para integrar um dos poucos conjuntos musicais populares conhecido como “Conjunto Continental” conduzido pelo baterista Geraldo Lamana, onde ela era a “Crooner Principal” que concorria naquela época com apresentações em clubes sociais da cidade, excursões pelo interior ou no teatro municipal quando em algumas vezes tinha como participação um convidado campineiro muito especial o pianista Laércio de Freitas, ainda hoje vivo, famoso e bem sucedido, sendo o Geraldo considerado um dos melhores acordeonistas  na época, com referências de currículo em acompanhamento de muitos artistas já tradicionais.



Esse rapaz prenunciava uma carreira de futuro invejável. Moço bonito, descendente de italianos, moreno de cabelos ondulados, barba feita, vaidoso, bem trajado, fino trato, bem composto. 
                                                             -11- 


segunda-feira, 20 de junho de 2011

FEIXE E VARAS-PG.10


E com todo aquele espaço a menina entre tombos e arranhões aprendeu de bicicleta masculina a se equilibrar.

Quando a futura rica noiva da cidade vinha com toda a tropa de 4 para aquela maravilhosa gente visitar, muito difícil para poder tanta história boa contar, mas era sempre antes do almoço que a jardineira naquele alvoroço deixava a família se embriagar.
Toda a alimentação era no fogo de lenha...pães, roscas, bolos, arroz branco com feijão de caldo grosso, galinha, porco, saladas, frutas, doces, carne de boi e peixe não tinha, mas a melhor hora do dia ficava para o milho que era ralado e virava pamonha e curau fresquinho...e não era de Piracicaba.


Havia afeto, carinho, amor, romantismo, respeito sem nenhuma idolatria, e a anfitriã Catarina não adormecia sem beijar os pés de uma imagem da virgem maria com seu terço todo dia.

Se compartilhava bens móveis e imóveis.
Se dividiam camas, moringas com água fresca de poço elétrico e quando já ia escurecendo, nos varandões já juntavam as cadeiras com bules de alumínio e café sempre quente, onde a música ecoava por todas aquelas vertentes. 


Pai e filho se revezando no acordeon, a menina já começava os primeiros acordes num violão a entoar, onde também trocava cordas com o Mauro ou o Fernando, o seu Irardo atacava no bumbo, a dona Dirce aproveitava a chance e descarregava a voz aguda cantando sempre a mesma  melodia de um trecho de ópera feito soprano e já abanava com o leque, a artista Terezinha cantava e alguns domésticos também se agrupavam....e lá vinha a modinha:

“Robaru o tarco,
          Robaru o tarco,
                    Robaru o tarco do barraco do seu marco...”

E na manhã cedinho, a menina acompanhava a turma que até a cocheira das vacas ia com baldes na extração do leite morninho e a colheita dos ovos de tantas poedeiras trabalhadeiras. O futuro sogro se embrenhava pela terra com sua latinha catando minhocas, preparando as varinhas, colocando iscas em anzóis e cevava a lagoa com querelas de milho voltando sempre com alguns lambarizinhos que depois de fritinhos junto com uma cervejinha gelada, inebriava todos os cantos da saudade.


E as madames aristocratas...nem suas calcinhas ali lavavam e todo o serviço de camareiros, copeiros, cozinheiros, lavadeiras gerais que iam desde roupas de cama até as toalhas dos banheiros, passando por panelões de alumínio areado, entre frigideiras, assadeiras engorduradas até os pratos, copos talheres lavados, ficava a cargo da hospedeira Catarina.
                                                            -10-

- Moda, Beleza, Estilo, Customizaçao e Receitas - Manequim - Editora Abril

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domingo, 19 de junho de 2011

DESAFIOS, POLÊMICAS SOBRE "AUTONOMIA"



Esse presente foi enviado num aniversário do Dino 7 cordas. Não me perguntem como foi que consegui bordar em toda volta dessa toalha, todo um trecho de uma das suas mais lindas composições “Aperto de Mão”, mas que eu fiz, eu fiz. A foto eu errei na abertura do campo e expus muita luz, mas serve como exemplo. O envelope foi com AR, e se o Dininho guardou ou jogou fora essa herança, eu não faço a mínima idéia, já que ele não responde mais aos meus emails, mas sempre valerá as penas desse tipo de amor. Pura gratidão sem idolatria, apenas reconhecimento.

Enviado por em 19/06/2011
Projeto Violões - 1988

Essa é apenas mais uma humilde homenagem ao nosso gigante Dino 7 cordas. Uma fonte pura e genuína com raízes profundas e que jamais será por nós esquecido. Durante meus anos de convivência profunda com o Luizinho 7 cordas, a ele eu devo mais essa alegria, pois foi nesse dia que eu pude conhecer esse homem genial pessoalmente, e chorei muito. Que pena Deus, que o senhor coloca esses gênios em uma pátria tão frugal, superficial e todos atemporais.



Campinas, 19 de Junho de 2011 – domingo – 11,28hs


O PASSADO FAZ A DIFERENÇA E CAUSA DESGRAÇA OU FELICIDADE, DEPENDENDO DE TODAS AS CONTRA INTENÇÕES PREMEDITADAS.

ESSE É APENAS MAIS UM CASO ENTRE MILHÕES QUE TODOS OS DIAS ACONTECE NESSE MEIO ARTÍSTICO. Seria diferente nos outros meios?

OS GANCHOS – Desdobramentos dos acontecimentos que de um evento primário abre a fresta para a premeditação do futuro. A busca pelo breve sucesso! Ocasionais.
Mas entra nos currículos profissionais desses artistas...uau...é assim mesmo que funciona.....

Conheci esse jovem aqui numa das Serestas do Aristides, quando naquele tempo mantínhamos a duras penas o Adriano Amorim & Seu Regional e foi-nos apresentado com origem em Piracicaba, de onde conheci também o Alessandro Penezzi e o Regional do Tito.
Ele se apresentou nesse dia com sua turma de Origem. Segundo o próprio, estava morando em São Paulo, cursando Faculdade e Teatro, um apaixonado por Serestas.
Naquele ano havíamos sido contemplados com um projeto de gravação de cd dentro de um edital do Fundo de Incentivo a Cultura de Campinas.
Como produtora (sem querer) eu tinha a idéia de convidar um cantor com essas características para participar nesse projeto, e o cavaquinho Lucas, um dos cabeças das serpentes que faziam parte desse nosso Regional, que já estava premeditando o fuzilamento meu e do Adriano, sugeriu para que eu convidasse a Ana Bela do Cupinzeiro deles, o que eu imediatamente argumentei:

- Lucas, pra que convidar sambista e outra mulher? Esse rapaz encaixa no projeto e daríamos uma boa dupla, mesmo com toda essa arrogância com que ele se apresenta.

Dentro dessas mesmas Serestas do Aristides, essas serpentes puderam através do nosso conhecimento, ter acesso a amizade do Mestre Izaías e daí....moleza.




E NESSE PROJETO, esse jovem já tinha essa mídia...e o resto não fica fácil?
Não cabe aqui a mim. Justificar a atitude do homenageado nesse caso, embora era dele o pleno conhecimento da vergonhosa traição que sofremos por ação inconstitucional daqueles 2, que juntaram mais 2...e foram chorar em outras sombras...fica para outra publicação onde conto essa história em detalhes que quase rendeu processo judicial.
Por enquanto isso aqui basta.

Por Roberto Saglietti Mahn
Publicada em 27 de Janeiro de 2009
Estado: SP
Assunto: Shows e Rodas
Em dezembro de 2006, a gravadora CPC-UMES lançou a coleção "O CHORO E SUA
HISTÓRIA" - uma ampla retrospectiva do choro, de 1870 aos dias atuais.
A série de três discos foi capitaneada e protagonizada pelo bandolinista Izaías Bueno de
Almeida e o violonista Israel Bueno de Almeida.
Mais que narradores, os dois irmãos são personagens da própria história que contam.
Verdadeiros baluartes do choro, Izaías e Israel convocaram alguns dos mais respeitados
músicos do país para o registro da saga do mais antigo e mais importante gênero
instrumental brasileiro.
A coleção, hoje indispensável a qualquer estudioso e/ou apreciador da música popular
brasileira, reverenciou obras de compositores de todas as épocas, desde os mais antigos,
tais como Henrique Alves de Mesquita, Albertino Pimentel, Joaquim Callado e Ernesto
Nazareth, passando por Jacob do Bandolim, Radamés Gnatalli, Antonio Rago e Garoto, até chegar aos contemporâneos, entre eles Cristóvão Bastos, Milton de Mori, Dudáh Lopes e Luciana Rabello, e os próprios Izaías e Israel, dentre muitos outros nomes.
Além de contar a história do choro, o projeto foi vitorioso também por sair do óbvio,
trazendo à tona compositores e obras desconhecidos do público em geral, com arranjos
próprios e muito bem feitos, executados com a maestria inerente aos grandes mestres.
Enfim, choro da melhor qualidade. Aliás, esse tem sido o trabalho de Izaías e de Israel há muitos anos, eles que são, sem sombra de dúvida, dois dos maiores instrumentistas da história musical do Brasil.

Neste ano de 2009, o CPC-UMES teve a feliz idéia de transportar "O Choro e Sua
História" para o palco. E deu ao projeto a importância que ele merece: serão 20 espetáculos musicais, de fevereiro a junho, no Teatro Denoy de Oliveira, sempre às segundas-feiras, às 20h – com entrada franca.
Sob a forma de shows, "O Choro e sua História" ganhou um formato mais abrangente,
contando também com músicos que não participaram da série de discos. A cada noite, o
excelente regional Izaías e seus Chorões, composto por Izaías (bandolim), Israel (violão de 7 cordas), Edmilson Capelupi (violão), Haroldo Capelupi (cavaquinho) e Zequinha
(pandeiro) receberá um convidado, que vai homenagear a obra de um compositor.
Segue abaixo a relação completa dos 20 convidados e homenageados:
02/02: Antonio Bombarda - Interpretando Jacob do Bandolim
09/02: Léa Freire e Teco Cardoso Quinteto - Interpretando Francisco Mignone
16/02: Luizinho 7 Cordas e Alexandre Ribeiro - Interpretando Severino Araújo
02/03: Flor Amorosa - Interpretando choros cantados de diversos autores
09/03: Arnaldinho - Interpretando Waldir Azevedo
16/03: Marco Antonio Bernardo - Interpretando Canhotinho
23/03: Ítalo Peron e Paola Picherzky - Interpretando Armandinho Neves
30/03: Marcos Gomes - Interpretando Dilermando Reis
06/04: Conjunto Paulistano - Interpretando Altamiro Carrilho
13/04: Thiago França - Interpretando Luís Americano
20/04: Regional do Alemão - Interpretando Pixinguinha
27/04: Barão do Pandeiro - Interpretando João da Bahiana
04/05: Ted Falcon - Interpretando Ernesto Nazareth
11/05: Toninho Carrasqueira - Interpretando João Dias Carrasqueira
18/05: Vitor Lopes - Interpretando Abel Ferreira
25/05: Madeira de Vento - Interpretando K-Ximbinho
01/06: Chorando na Sombra - Interpretando Joaquim A. da Silva Callado
08/06: Roberto Mahn - Interpretando Sílvio Caldas
15/06: Quatro a Zero - Interpretando Radamés Ganattali
22/06: Dudáh Lopes - Interpretando Chiquinha Gonzaga

O Teatro Denoy de Oliveira fica na Sede Central da UMES - Rua Rui Barbosa, 323 – Bela Vista - São Paulo-SP.
Os shows ocorrerão às segundas-feiras, às 20h.
Entrada franca.
Mais informações pelo telefone: (11) 3289-7475

OPINIÕES SOBRE IZAÍAS
"Izaías de Almeida pertence à melhor estirpe de nossos músicos. Digo mais: além de sua estupenda atividade artística, num país em que é tão difícil se fazer música instrumental, ele exerce também o papel de preservador de nossa quase esquecida memória musical, trazendo-a de volta à tona, límpida, clara, transparente." –
Júlio Lerner
"Mestre do bandolim e senhor de um repertório impressionante, pela extensão e pela beleza, Izaías faz do tempo um aliado e segue como referência pra todo aquele que sente o choro com profundidade." - Maurício Carrilho


De: Sandra
Data: 28/1/2009 10:08:13
Para: Izaías
Assunto: Chorões eihn....
Caro Izaías:
Onde está o Adriano nessa sua lista de convidados?
E a promessa do email?
Voce colocou Arnaldinho, Marco, Luizinho com Alexandre e ainda coloca os
canalhas daquele Chorando na Sombra e o Adriano que é mesmo um dos
melhores, acaba de lançar um cd que conta mesmo a verdadeira origem das
músicas desse genero?
Quem é você Isaías?
Os inocentes pagam pelos culpados?
Só porque eu tenho caráter escrevo a verdade, meu filho não pode ser
prejudicado dessa maneira...
O cd tem eu...mas não significa nada....o verdadeiro músico é ele...e essa sua
atitude eu considero uma grande traição....Reveja esse calendário...meu filho é
nobre e merece esse convite...
Faça justiça...porque todos tem seu brilho...
Sandra.


De: Izaías
Data: 28/1/2009 11:00:35
Para: Sandra
Assunto: Re: Chorões eihn....

Sandra,
Quero que você saiba em primeiro lugar, que a produção não é minha. Quero que você
saiba também que no inicio deste projeto enviei uma lista com mais de trinta convidados, inclusive de chorões de outros estados, e seu filho não poderia deixar de constar nesta mesma lista que foi entregue a CPC UMES no inicio de 2008, quando ainda estavam fazendo pesquisas sobre tal projeto. Quero você saiba também, que a culpa não é minha, e que não seria possível convidar as trinta ou mais pessoas por mim indicadas, e quero que saiba também que não vou me meter mais em projeto algum, pois e-mails, igual ao seu, tenho recebido aos montes me condenando por uma culpa que não me cabe. Porque você não se comunica com a propria CPC UMES, uma vêz que foram feitas pesquisas sobre todos os convidados? Eu não sei quem são os canalhas a quem você se refere, pois não conheço o caráter em particular de cada um. Também não me me considero um traidor.

Neste mesmo instante estou enviando a sua correpondência para "ESTA PRODUÇÃO
QUE NÃO É MINHA". Para finalizar, quero que você saiba também, que sempre tive um enorme respeito por você e seu filho, - como é bonito respeitar as pessoas você não acha ?
Poderia ser um sinônimo de boa educação. Para se achar que uma pessoa é traidora é
preciso se certificar com provas sobre a pseudo traição.
Em tempo :- Contate a produção, (011) 5081-2106 - João Moreirão.
---- Original Message -----


From: Sandra
To: Izaías
Sent: Wednesday, January 28, 2009 11:08 AM
Subject: Chorões eihn....

De: Sandra
Data: 28/1/2009 11:13:57
Para: Izaías
Assunto: Reconversando
O Anexo: A Matéria do Jornal de Americana “O Liberal”

Prezado Izaias:
Perdão pelo desabafo....
1) Os canalhas são o "Chorando na Sombra"...mas isso ficou com os processos que tramitam na justiça de Deus...

2) Felizmente hoje eu não atuo mais em nenhum palco. Apenas ajudei meu
filho como participação especial, porque também um dia acreditei na humanidade.

3) Perdão novamente, pois o carinho e o respeito, firmam amizades quer
pessoais ou profissionais...

4) Quanto à essas produções, sei muito bem como funcionam...e perdoe-me
novamente por feri-lo sem conhecer a profundidade dos fatos.

5) Quanto a essa matéria, não é paga...o jornalista realmente elogiou o que viu
e ouviu...mas nada disso importa....o que importa é a consideração que segue
verdadeira como na declaração do encarte oficial.....

6) Desejo que o projeto seja um sucesso.
Abraços para Alice, Arlete e Israel, Gratidão, Sandra.



De: Sandra
Data: 28/1/2009 11:36:17
Para: Izaías
Assunto: Encerrando a conversa
O Anexo: A foto do nosso amado gatinho “Zuza”

Bom amigo:
Não podia deixar de me consternar e me solidarizar com sua
indignidade...realmente....
Lamentável que um Projeto que leva o Seu Nome Artístico e Profissional nas
garrafais não lhe conceda o pleno direito de pelo menos impor um desejo do seu próprio coração.
Ficou com a produção a escolha de 30, mas pelo menos a você poderiam
conceder a concessão de um.....
O Adriano nem existe para esse Brasil.....não moramos mais em São Paulo, não estamos engajados na turma dos chorões, fomos abandonados pelo ídolo de barro, não estamos ligados a nenhuma associação de professores de música, não possuímos cnpj, somos autoditadas....mas esse bom jovem vai trabalhando com os sambas daqui, vamos conseguindo pagar nossos essenciais, e sobrou até para castrar nosso bichinho de estimação....olha esse lindo gatinho, o Zuza...ele não é uma bênção?

As vaidades só vão pesar na balança de Cristo...o resto Deus faz....
Abraços, carinhosos, Sandra....hoje eu bordo lindas toalhas, cuido da minha horta, meu jardim, minha casa.....e daqui 1 ano, também estarei aguardando minha aposentadoria de 1 salário mínimo...e tá bão demais......

De: Sandra
Data: 29/1/2009 13:04:07
Para: guta-pandeiro
Cc: Padre
Bcc: anerlindo rodrigues; Iracemas; Rosane de Bastos Pereira
Assunto: A polêmica: O sexo dos anjos?
Visualização dos anexos:
1 de 2 anexos(s) Matéria O Liberal e o pdf AUTONOMIA com 5 páginas

Oi Guta:
Você também tem razão....
A coisa mais fácil para qualquer ser humano é criticar, julgar e condenar....
A mais difícil amigo, é se colocar no lugar do outro, não julgando, não condenando, não criticando, mas apenas compreendendo as mais íntimas ações que nenhum ser humano quer aceitar, pois são as atitudes que entregam a verdadeira intenção da mais profunda psiquê.

Bater de frente com essas verdades, é ácido como limão. Doí, as vêzes constroí, mas
infeliz e lamentavelmente na maioria destrói...
Lembra-se quando vc me perguntou: "Voce não vai fazer shows para lançar o cd?"
Sim...mas apenas aqui na minha cidade e se ainda formos contemplados nesse segundo edital.
Sem estrelismo....eu e o Adriano queremos apenas bons amigos, e a Mariza, voce, o
Arnaldinho e o Marco, são os raros nessa lista.

Quanto ao BNDES, estar HABILITADO naquela lista, não significava que seríamos
selecionados.
Eu também tentei seguir o conselho do Marco, com a diferença de buscar cachês mais
consistentes e não se tratava de valorização....de nada adiantaria nos inscrever na
categoria dos novos talentos, porque isso não somos, e o cachê de 12000 só cobriria
despesas...tentando a categoria dos destaques que era 20000, daria para todos
ganharem bem, e ainda mostrarmos nosso bom trabalho....mas concorrer com nomes já consagrados, não faz parte dessa pesquisa.

Abraços carinhosos, e não se incomode com essa polêmica entre mestres...não estamos na Guerra dos Titãs, apenas no Vale das Forças de GOGUE e deixemos essa Autonomia por conta do genial mestre Cartola, num é?

Continuidade e Perpetuação da espécie.
Darwin e sua evolução.
Só pode exercer o direito da autonomia aquele indivíduo que realmente não depende de mais nada, não precisa sugar o sangue dos outros, se contenta com o que foi herdado, conseguiu manter uma moradia decente, consegue educar seus filhos repassando o mal para o bom, com carinho sem agressões, violências, sem maldades, sem venenos, sem intrigas, pode livremente selecionar com quem vai trabalhar, selecionar amigos,escolher um bom repertório e todo o tipo de comportamento dos outros humanos, poderá ser perdoado sem ser indiferente ou cair na armadilha do desprezo e se perder nessa solidão indecente.

Amor incondicional, com respeito às tradições, e manutenção dos bons valores e
virtudes.

O mundo é dos medíocres, espertos e indecentes, e Jesus afirmava não ser desse
mundo, e nós também, ainda bem. O resto Deus faz.
Gratidão Sandra.

AUTONOMIA
Segundo um dos grandes ícones da Filosofia o mestre “Kant”, a vontade tem de encontrar em si própria a lei das suas determinações, traçando assim a liberdade moral ou intelectual executando a plena autonomia da razão. Com essa lógica ele aplicou o único princípio da moral.

Quando um humano se deixando levar pela primeira razão da vaidade, que vem junto com fama caminhando em direção de conquistas profissionais, interesses financeiros, abdica do pleno direito de livre escolha dos verdadeiros elementos que compartilham um mesmo dom e talento em detrimento de instituições que se organizaram com o álibe de faturar não importando quem realmente é o detentor desse direito, esse indivíduo perde seu caráter e sua dignidade.

Medos, Inseguranças ocultos que precisam de outros motivos mais consistentes para
justificar uma ação contrária a razão. A fixação da contínua busca numa determinação
teimosa de querer custe o que custar ser considerado muito superior ao precursor onde tudo foi melhor. E o mais triste é reconhecermos que não existe o melhor. Existem situações, circunstâncias que favorecem pra mais ou pra menos. Os oportunistas, as vantagens, as localidades, as instituições. E assim as culpas vão recaindo em cima de outros órgãos, como produtoras, que nessa onda de globalização se ramificaram em muitos campos, como as árvores e seus ramos.

Umas fixam suas garras nos que já se tornaram mais renomados, outras ficam com a classe intermediária, e outras com os medíocres, pouco se importando com talentos novos verdadeiros onde o autoditada é completamente jogado no lixo...o que vai contando são diplomas de nível superior, influencias, currículos universitários com títulos padronizados de igualdade, todos grudados nessas instituições como bagos de uvas, dividindo todo o povo nas mesmas castas indianas, na tentativa insana de firmar uma sociedade de superioridades dentro das inferioridades. E o único que vai lucrando com todas essas mazelas é o governo de cada país, na arrecadação indiscriminada dos impostos que são a cornucópia do diabo.

A rede de comunicação fechada dentro desse tipo de educação, alijando portanto todos os que se recusaram a se integrar nesse sistema de produção industrializada de perfomance artístitca. Os gênios, a fonte pura, isolados, discriminados.

E os que não aceitaram essa imposição do atual meio de contratação, não criaram seus
sites, seus blogs, não fazem parte da mídia dessa internet, não vão mesmo conseguir entrar em nenhum tipo de pesquisa e não serão mesmo reconhecidos ou sequer citados.

A massa, o lixo eletrônico, a ociosidade, a superficialidade.
Vão empurrando todos para um mesmo vício com o forte argumento em cima do que
denominaram de trabalho e dinheiro limpo, onde todos estão borrados, sujos e
contaminados. Como afirma Dante Alighieri, é o purgatório humano, onde a base é a
constelação do Cruzeiro do Sul dentro do signo de Peixes...a rede de pesca.

Se na bifurcação das razões, a primeira que contar é o seu medo de com o concorrente
igual for a perda do status da fama já conquistada, esse indivíduo perde junto o caráter, a sua falsa dignidade e nunca desenvolverá a humildade, pois agregado vem o orgulho, o despeito, a inveja, o egoísmo, que depois vai para Mal de Parkson, Diabetes, Cardiopatias.

Mais triste ainda quando um humano considera o sucessor apenas como concorrente, pois tendo a vaidade no carro chefe, cria obstáculos, coloca traves, barras, muros em forma de defesa para encobrir o seu verdadeiro ego que não aprimora, não evolui, apenas engorda, alimenta com carências afetivas, se entrega ao alcoolismo, anfetaminas que são hormônios que se reproduziriam normalmente quando houvesse o amor naturalmente.

Qual a razão para a cultura oriental continuar tentando honrar seus idosos, cultuar os
antepassados? A Experiência. A Sabedoria.
Tristemente a proporcionalidade do maligno no mundo é muito superior a bondade.

Se a humanidade não consegue mais manter boas regras para evoluir, ajudar aos que vem vindo em sucessões, que por sua vez estão pouco interessados em seguir as orientações com as exceções de alguns mais velhos que pelas mesmas situações também já passaram e sobreviveram para testemunharem essas insandices, a sabedoria ficou apenas com o Rei Salomão da Bíblia dos Patriarcas, onde até hoje serve apenas para fonte de pesquisa sem fundamento criativo. São pêgas (aves) desgraciosas que seguem em imitações ridículas e com a agravante da consagração popular, cujo início se dá na primeira constituição familiar.

Se afirmam que cada caso é um caso, como é que todos os mesmos casos vão parar nessa justiça comum? Nesse meu caso, o nó da espiritualidade desse mestre ficou com a
compulsão obsessiva obstinada em querer a exacerbação da consagração de sobreposição de outro famoso maior, que virando ídolo, não haverá mais nada que quebre esse pedestal.

Ah é....o instrumento que quebraria esse orgulho, seria a humildade que vem de dentro,
jamais podendo ser adquirida. Lamentavelmente esse senhor vai pecando e perdendo sua alma por omissão consciente, aniquilando seu dom e talento, se juntando com uma maioria de mesmo teor, sem nunca ter conseguido esse valor invertido e seu nome após a sua morte, servirá de mais uma página pesada nos futuros currículos dos próximos
descendentes e toda a sua obra terá sido em vão.

Diga-me com quem andas e direi quem tu és....paciência mestre, não foi essa a minha
intenção...mas Sr.Mestre: Se fosse Adriano Bueno de Almeida o senhor o teria submetido às mesmas pesquisas?

E quem perde com essa falsa cultura é o próprio povo, que nunca conseguirá a civilização.
Ironia? Se é o povo que consagra, esse mesmo povo enterra, altera, troca, interfere,
adultera, quebra, rasga, acumula, aplaude, vaia, vota, vomita, defeca, urina, escarra...e
seremos eternamente mais um nome em qualquer lápide desses imensos cemitérios.

Viva Pixinguinha: LAMENTOS.

TODOS ESSES BORDADOS FORAM FEITOS EM PONTO CRUZ E HARDANGER, E FORAM ENVIADOS COMO CARTÕES DE NATAL.....coisa artesanal vinda do coração.
Sentimento não se compra, se demonstra com simplicidade e afeto.