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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.33



Durante a semana em que ficou em coma induzido no hospital da Unicamp, a sobrinha se comunicou com os estrangeiros que cuidaram de todos os restos mortais, no dia de Santo Antonio casamenteiro 13.06.1999.
Onde finalmente o colocaram na mesma sepultura junto de parte dos seus, e ainda depois de muita discussão, pois não era o proprietário daquela cova, e possuir o mesmo sobrenome, não lhe dava esse direito.

Seu corpo não precisou esfriar naquele meio, pois aquele apego extraordinário que ele mantinha sobre todos aqueles cacarecos que tinha, sumiram tão misteriosamente da frente de qualquer parente em dissolução instantânea por parte das 2 filhas que vieram acompanhadas da viúva que disseminou tudo num passe de mágica, querendo descobrir se pelo menos ficaria com a pensão brasileira, conseguiram descobrir a cova dentro do banheiro que o pai havia enterrado todos os dólares do mesmo jeito que os esquilos enterram suas sementes achando que seria previdente.

E por serem caridosas, amorosas, afetuosas, doaram em consideração de comiseração aquela construção de fundos para o irmão Binhinho pois era para elas o mais necessitado, que passou nos cobres a moradia do arrabalde e todos continuam na América do Norte morando, desfrutando da dupla cidadania americana.

Que espertos, o violão de madeira de lei que ele tinha, esse elas carregaram, mas todas as fitas que ele gravava achando que era compositor melhor que Lupicínio, com as partituras, um teclado, um aspirador de pó gigante importado, um gravador de rolo sem a bobina, um corte de tecido de linho das dezenas que haviam foi a justa indenização que legaram pra aquela sobrinha.

Achando que já era caro demais, e assim mesmo foi a cunhada que organizou a lista dos pedidos, e talvez ela tenha achado que tudo estaria muito bem pago por todas aquelas sacolas do passado e  quando desse país partiram pro outro mundo, deixaram com pichações de batom escritos em garrafais a frase que toda a família nunca mais esqueceria?
“ ADEUS  FOFOQUEIRAS”, e cruzaram via área a fronteira.

Barraco até no velório, porque em 1964 quando o vô Vitório que nunca bebeu e nem fumou teve que encarar o aroma da perpétua, só havia um cemitério na cidade e se chama “Saudade”, e um túmulo com 3 carneiras abrigava a primeira morte de uma meiga filha solteira Tininha que havia morrido em um dos constantes desmoronamentos do morro da Nova Cintra na cidade de Santos, quando tinha ido visitar a outra tia Duta irmã da mãe Margarida.

PROVIDÊNCIA PRIMORDIAL – EVITANDO EMPRÉSTIMOS

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.32




AGRESSÕES, DISCUSSÕES, BRIGAS, ACUSAÇÕES, TUDO ACUMULANDO NO POÇO DE RECALQUE DO CÉREBRO HUMANO.
No contínuo uso do abuso do poder de família, ele insistia e em todas as casas que sobraram ele era o único que até para São Paulo viajava e em algumas pernoitava.
Em todas as casas que ia, arrumava confusão, palpitava em tudo, com todos e espalhava entre todos os outros cada vez que para essas mesmas casas voltava. E nenhum parente se agradava de sua presença.

Até que em uma dessas ocasiões, na casa da menina mulher, a irmã Dirce arrumou a confusão....e foi um disse não disse mas ela disse que na casa dela não queria mais esse irmão não...onde já se viu...acusar ela de ladrona por roubar uma japona americana que ele disse que havia esquecido por esses tantos cabides dos quais seria muito difícil lembrar sem ser por eliminação unitária.
Se ele não tentasse descobrir dessa maneira que motivos teria no seu mais profundo inconsciente de acusar frontalmente essa irmã se entre todos iguais a fama sempre faz a cama? Se roubavam uns aos outros mutuamente?
A menina agora filha, mãe mulher, sempre que podia, afirmava para a irmã do tio, que nessa mesma casa onde agora essa família junto morava, que esse tio não seria rejeitado, mas sim perdoado.

E essa casa, foi a única em que ele livremente freqüentava trazendo para a menina e seu filho uma enorme alegria. Seresteiro que era, passava noites conversando, cantando, confessando, tentando limpar sua mente com um pouco mais de consolo, e a menina afirmava que esse tio por ela nunca seria descartado e muito menos abandonado, embora a irmã vivesse contrariada...ah é...ele encontrou a japona que estava entocada naquele cafufo em que ele com tudo misturava. O hábito faz o monge?

Com uma aposentadoria de um mínimo americano, outro mínimo brasileiro e solitário, rejeitado e desprezado por toda a parentada que ele tanto considerava, cercado de abacates, limões, arnicas e uma galinha sem galo que ovos fresquinhos lhe oferecia, inconsciente de que provavelmente daquela família precisaria para ser amparado na velhice que já se manifestava.
Se deslocava apenas em ônibus coletivos, antevendo os sintomas doentios que não recebiam diagnósticos legais, achou na sua crendice de que filhos têm obrigação de olhar os pais e em troca ele escrituraria o palácio de $8.000,00 para aquele descendente que o abrigaria, e mais ou menos achou que já tinha acertado na escolha da filha que mais o acolheria, apostando assim numa Rosânia e decidido começou enchendo malas, comprando passagem aérea quando em um dia 07.06.1999, sentado na cadeira de papai assistindo televisão ao lado da irmã Dirce na casa da mais querida sobrinha a menina mulher, sofreu um derrame cerebral fatal.
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.31


comprou com o seu trabalho como fiscal da prefeitura. Um casal mais complicado ainda com essa Tia Anésia, o Marinho, o homosexual Júlio Cesar e a discórdia do divórcio, a caçulinha Renata que ele registrou como legítima.

Corria muito zum zum na família, que essa tia era muito violenta e mantinha ligações perigosas utilizando dessas amizades como ferramenta para viver visitada por policiais que levavam o Tio Mário algemado, onde o Tio Luiz com o Tio Vitório é que se encarregavam das outras amizades e corriam com seus delegados pelas celas do engaiolado. Até um dia quando sozinho internado em hospital registrou óbito com falência de todos os órgãos em complicação de mais um câncer de próstata, onde morou seus últimos dias pagando aluguel de um quarto, amontoado com a irmã Nilza viúva morando com filho e nora sem filhos. Eles batiam nos filhos, mas não criavam nenhum tipo de bichinho.

Alegria mesmo sentia a menina quando sabia que pra casa do alfaiate seresteiro tio Binho, eles iriam. Esse valente guerreiro, já havia construído sozinho 2 casas, todas sem nenhum acabamento, mas mantinha o sonho de subir na vida, e perseguindo o desejo de melhoria para sua amada família com a tia Olga e mais 4 primos Rosania, Margarida, Rubens e Nelsinho decidiu que imigraria para a América.

Iniciou a jornada vendendo aquela construção, e sozinho encarou o que chamava de missão, deixando a esposa e os 4 filhos residindo com cunhada em São Paulo.
Foram muitas idas e vindas, parte dos filhos já haviam amadurecido, as 2 filhas casaram-se no Brasil. A mulher acompanhou depois também se ralando em máquinas de costura, e depositando tudo o que não tinha nessa confiança, a irmã e o cunhado da menina lhe garantiram como fiadores as assinaturas junto ao consulado americano e lá foi ele com toda a tropa para a salvação que pra ele nunca existiria.
Muitas vezes ele ia e voltava em aviões daquela terra do tio Sam.
O casal pouco castigava fisicamente esses primos.

Os desentendimentos com os filhos, a separação da mulher que ele tanto não queria, porque quando lá chegaram, a mulher descobriu que do lado daquele ignorante jamais acabaria, o outro casamento da filha também já contraia divórcio ficando a neta querida Tais sob o brilho das estrelas da federação americana, junto com o varão que casando-se com uma mexicana foi pintando cabelos azuis louvando a liberdade, e o caçula se formando em universidade estrangeira, até que em uma dessas voltas construiu outra casinha em bairro pior ainda do que quando no início ele vivia.

RESTOS, RESQUÍCIOS, EXEMPLOS DA INFÂNCIA EM CONVIVÊNCIA COM AQUELA POBRE IRMANDADE.
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.30


fumava 4 maços de cigarro por dia e sua esposa Dolores, mas ali só havia cafezinho.



A casa era ampla em andar superior da rua com escadaria de palácio para a entrada que se mantinha com 3 quartos, 1 banheiro, uma copa e cozinha e nos fundos 2 quartinhos sombreados por uma laranjeira onde ele mesmo depois de aposentado continuava tudo negociando se especializando em objetos de ouro e servindo de avalista oficial da família.

Com um primogênito congênito Lizão por sífilis materna cego de nascença, surdo mudo e débil mental que se defecava e urinava sozinho sem nenhum controle para nada. Automaticamente abria a boca quando a colher ou canecas de plástico  na língua encostava. Sem nenhuma ajuda de custo, nenhum tipo de auxílio doença ou qualquer vínculo empregatício.

Vive assim até os dias de hoje com mais de 60 anos em uma cadeira de balanço sentado ao leo, amparado pela irmã mais nova Vera, que casando-se com um Spencer diabético milionário, que tinha até iate no Rio de Janeiro, acabou divorciada com pensão depois de muita contenda judicial, por ter havido rompimento em pré pacto nupcial de esterilidade conjugal, com um único filho desse casal, que também nasceu cego.

Mas tornou-se tecladista e pagando enfermeira particular para morar e cuidar também da mãe que ficou viúva com perda total de memória,  mas do outro lado da asa que fica perto da outra filha mais velha e mais amorosa, se transferindo todos definitivamente para Brasília. 

Nesse estado de Goiás ela é taquigrafa pública em Congresso Nacional, levando também a prima mais querida da menina por ter sido essa adorável Luzia a que com os mesmos brinquedos de infância se divertiam e que também divorciou-se do marido Boliviano, vive com um casal de filhos e trabalha em outros públicos sob a indicação da irmã mais influenciada, mas a casinha não é alugada e a que abriga o que sobrou em frangalhos foi comprada com a venda da única boa casa em que em seus 77 anos de vida, o Tio Luizinho no caixão, vítima de alcoolismo, tabagismo, muita neurose não mais precisava.
E nunca mais deram nenhuma notícia, mas de vez em quando uma ou outra prima encara rodoviária e vai visita-las só pra não perder as desgraças de todas as outras vistas, sem contar as trocas dos emails que vêm com outras correspondências. Nunca tiveram bichinhos de estimação, talvez ursinhos de pelúcia enfeitassem o pavão.

Na casa do tio Mário, com pinga e cigarro de companhia, raras vezes....uma casa própria em vila popular muito distante de bons bairros, mas que ele 
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.29


 vez, acorrentam outros mais próximos numa decomposição generalizada de todos os órgãos, organismos, sistemas, instituições, regimes políticos e mais recentemente tentam fortalecer alicerces por toda a humanidade, que segue podre por dentro mas perfeitamente adequada.

Banham-se em todos os tipos de águas mas continuam a amontoar tanta sujeira mental, igual ao meio em que foram gerados, com fezes, urinas, sangues e muita debilidade social.

Na casa do flautista, que também não deixava o cigarrinho, cuja primeira morada era um alugado em cima da farmácia do amigo que se suicidou sei lá por que motivos naquela Avenida João Jorge da Vila Industrial, 3 primos e a cunhada em cabeleireira prática exercia. Depois ele construiu a casa própria com porões embaixo recheado dos filhos que foram se casando, onde só os machos até hoje com outros filhos ainda esperam pela parte que lhes caberá de herança pela viúva que já vai contando em seus dias.
Tio Mané apenas corrigia com algumas leves cintadas, a doce e maravilhosa Tia Mercedes só aconselhava,  a prima Sonia terna e meiga, o primo Jorge regrado só o Juninho é que deu mais trabalho.
E esse estimado tio Manoel, driblou um câncer na garganta durante 15 anos  sendo cuidado pela dedicada mulher que lhe aplicava as injeções e também faleceu minguando em sua cama de casal.

Mesmo essa mais querida irmã por todos, morando a 15 léguas de distância, não impedia que ele todas 5as.feiras, independente do aquecimento global, caminhasse à pé desde o bairro da Ponte Preta subindo e descendo em uma reta da Rua Padre Vieira até à Rua Conceição 524 – Centro-Campinas com seu chapéu, guarda-chuva e cachecol, às vezes trazendo o juninho, só para ter o prazer de assistir o seriado semanal “Os intocáveis” do Eliot Ness e desfrutar da nossa agradável companhia, e na sua casa televisão já tinha. Nunca criou bichinhos de estimação, só depois de sua morte é que criaram cão.

O outro irmão apelidado de “Vanguarda Noticieiro” cachaceiro e cigarreiro de boteco, que era vizinho de muro, mas a dona Dirce não gostava da cunhada que nos legou mais 2 primos, Celso e Magali portanto não havia trocarias, só cumprimentavam com mãozinhas em adeus na hora da saída, devia também usar cintas onde a tia não se metia mas induzia quando a arte ela via. A prima gostava de gatos.

A casa mais difícil de se visitar era a da gêmea Nancy, que nunca fumou. De anos em anos ela morava em diversas casas alugadas. Casada com um alfaiate não muito recomendável profissionalmente, comentava que algumas vezes apanhava agora do marido com cintadas, a menina pouco entendia porque tanta choradeira acontecia. Um clima de sentimentalismo rondava aquela família com mais 3 primos machos, Pião Tutu e Gilmar o “Brasinha Campineiro”.
O Tio usava cintas com chinelos enquanto a tia só se derretia.
Houve apenas um cãozinho que só do lado de fora lhes fazia companhia, e as recepções se repetiam com cafés e bolacharias, em todas as casas.

Ela foi se virando de verdade como pôde encontrando as soluções que para ela seriam as únicas, passou toda a sua vida dividindo com hóspedes estranhos o pagamento dessas moradias alugando quartos dentro do mesmo ambiente caseiro e mesmo depois que o caçula virando corretor encheu as burras de dinheiro tornando-se um próspero proprietário com casa própria e rendas de vários apartamentos alugados, ela se recusava a aceitar um cantinho de seu só pra aquele corpanzil em paz poder sossegar.

Se tinha problemas médicos, pouco a família materna sabia, até que um belo dia entrou num hospital com pressão alta e saiu em um caixão vítima de choque anafilático por ingestão de glicemia quando só depois descobriram que ela era diabética.
E finalmente o filho, amparou o pai em apartamento próprio que se casou logo depois de viúvo com a mocinha débil mental que vivia em trabalhos domésticos dentro daquele conjunto matrimonial, cuja tia havia adotado e criava com todo o amor universal.

Bi bi..lá vinha a buzina e o destino naquele dia atravessaria a cidade rumo ao bairro Bonfim na casa da viúva Lilica, que muito novinha sozinha acabou criando os 3 filhos, Marly, Miriã e Gustinho, onde só esse bebia,  fumava e jogava.
Recebeu por herança uma casinha que antes da doação para a filha mais velha que ainda era casada com o querido primo aviador Paulo e já tinha 2 filhos, possuía uma sala com um quarto por divisão de parede, uma cozinha com um banheiro de frente e um tanque com mínima área coberta em chão de cimento. Dois canteirinhos compunham a frente fechada por um portãozinho de ferro baixinho.
Era uma delícia o café com bolos ou tortas quitutes variados e agente seguia em frente. Essa tia pouco bateu nos filhos, e sobrevive até hoje com a pensão do marido que era ferroviário sendo agora amparada na velhice pela filha do meio, por ser a que melhor conseguiu sobreviver nessa era moderna de internet, foi a segunda prima em toda a família que concluiu universidade e todos os seus 3 filhos vivem muito bem com todos os 4 netos de verdade, onde 2 residem na Inglaterra. O marido Vitorino um comerciante de chácaras bem sucedido, vai driblando a diabetes com o rim, fígado bem comprometidos pelas doces cachaças de uma vida também sofrida.

Agora o GPS guiaria para outro lado da cidade e lá ia nóis pra Vila Marieta dando um monte de pirueta. O comerciante relojoeiro e ourives tio Luiz, conhecido de corda para a caçamba do tio Vitório, adorava a pinguinha e 
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