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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.29


 vez, acorrentam outros mais próximos numa decomposição generalizada de todos os órgãos, organismos, sistemas, instituições, regimes políticos e mais recentemente tentam fortalecer alicerces por toda a humanidade, que segue podre por dentro mas perfeitamente adequada.

Banham-se em todos os tipos de águas mas continuam a amontoar tanta sujeira mental, igual ao meio em que foram gerados, com fezes, urinas, sangues e muita debilidade social.

Na casa do flautista, que também não deixava o cigarrinho, cuja primeira morada era um alugado em cima da farmácia do amigo que se suicidou sei lá por que motivos naquela Avenida João Jorge da Vila Industrial, 3 primos e a cunhada em cabeleireira prática exercia. Depois ele construiu a casa própria com porões embaixo recheado dos filhos que foram se casando, onde só os machos até hoje com outros filhos ainda esperam pela parte que lhes caberá de herança pela viúva que já vai contando em seus dias.
Tio Mané apenas corrigia com algumas leves cintadas, a doce e maravilhosa Tia Mercedes só aconselhava,  a prima Sonia terna e meiga, o primo Jorge regrado só o Juninho é que deu mais trabalho.
E esse estimado tio Manoel, driblou um câncer na garganta durante 15 anos  sendo cuidado pela dedicada mulher que lhe aplicava as injeções e também faleceu minguando em sua cama de casal.

Mesmo essa mais querida irmã por todos, morando a 15 léguas de distância, não impedia que ele todas 5as.feiras, independente do aquecimento global, caminhasse à pé desde o bairro da Ponte Preta subindo e descendo em uma reta da Rua Padre Vieira até à Rua Conceição 524 – Centro-Campinas com seu chapéu, guarda-chuva e cachecol, às vezes trazendo o juninho, só para ter o prazer de assistir o seriado semanal “Os intocáveis” do Eliot Ness e desfrutar da nossa agradável companhia, e na sua casa televisão já tinha. Nunca criou bichinhos de estimação, só depois de sua morte é que criaram cão.

O outro irmão apelidado de “Vanguarda Noticieiro” cachaceiro e cigarreiro de boteco, que era vizinho de muro, mas a dona Dirce não gostava da cunhada que nos legou mais 2 primos, Celso e Magali portanto não havia trocarias, só cumprimentavam com mãozinhas em adeus na hora da saída, devia também usar cintas onde a tia não se metia mas induzia quando a arte ela via. A prima gostava de gatos.

A casa mais difícil de se visitar era a da gêmea Nancy, que nunca fumou. De anos em anos ela morava em diversas casas alugadas. Casada com um alfaiate não muito recomendável profissionalmente, comentava que algumas vezes apanhava agora do marido com cintadas, a menina pouco entendia porque tanta choradeira acontecia. Um clima de sentimentalismo rondava aquela família com mais 3 primos machos, Pião Tutu e Gilmar o “Brasinha Campineiro”.
O Tio usava cintas com chinelos enquanto a tia só se derretia.
Houve apenas um cãozinho que só do lado de fora lhes fazia companhia, e as recepções se repetiam com cafés e bolacharias, em todas as casas.

Ela foi se virando de verdade como pôde encontrando as soluções que para ela seriam as únicas, passou toda a sua vida dividindo com hóspedes estranhos o pagamento dessas moradias alugando quartos dentro do mesmo ambiente caseiro e mesmo depois que o caçula virando corretor encheu as burras de dinheiro tornando-se um próspero proprietário com casa própria e rendas de vários apartamentos alugados, ela se recusava a aceitar um cantinho de seu só pra aquele corpanzil em paz poder sossegar.

Se tinha problemas médicos, pouco a família materna sabia, até que um belo dia entrou num hospital com pressão alta e saiu em um caixão vítima de choque anafilático por ingestão de glicemia quando só depois descobriram que ela era diabética.
E finalmente o filho, amparou o pai em apartamento próprio que se casou logo depois de viúvo com a mocinha débil mental que vivia em trabalhos domésticos dentro daquele conjunto matrimonial, cuja tia havia adotado e criava com todo o amor universal.

Bi bi..lá vinha a buzina e o destino naquele dia atravessaria a cidade rumo ao bairro Bonfim na casa da viúva Lilica, que muito novinha sozinha acabou criando os 3 filhos, Marly, Miriã e Gustinho, onde só esse bebia,  fumava e jogava.
Recebeu por herança uma casinha que antes da doação para a filha mais velha que ainda era casada com o querido primo aviador Paulo e já tinha 2 filhos, possuía uma sala com um quarto por divisão de parede, uma cozinha com um banheiro de frente e um tanque com mínima área coberta em chão de cimento. Dois canteirinhos compunham a frente fechada por um portãozinho de ferro baixinho.
Era uma delícia o café com bolos ou tortas quitutes variados e agente seguia em frente. Essa tia pouco bateu nos filhos, e sobrevive até hoje com a pensão do marido que era ferroviário sendo agora amparada na velhice pela filha do meio, por ser a que melhor conseguiu sobreviver nessa era moderna de internet, foi a segunda prima em toda a família que concluiu universidade e todos os seus 3 filhos vivem muito bem com todos os 4 netos de verdade, onde 2 residem na Inglaterra. O marido Vitorino um comerciante de chácaras bem sucedido, vai driblando a diabetes com o rim, fígado bem comprometidos pelas doces cachaças de uma vida também sofrida.

Agora o GPS guiaria para outro lado da cidade e lá ia nóis pra Vila Marieta dando um monte de pirueta. O comerciante relojoeiro e ourives tio Luiz, conhecido de corda para a caçamba do tio Vitório, adorava a pinguinha e 
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