fumava 4 maços de cigarro por dia e sua esposa Dolores, mas ali só havia cafezinho.
A casa era ampla em andar superior da rua com escadaria de palácio para a entrada que se mantinha com 3 quartos, 1 banheiro, uma copa e cozinha e nos fundos 2 quartinhos sombreados por uma laranjeira onde ele mesmo depois de aposentado continuava tudo negociando se especializando em objetos de ouro e servindo de avalista oficial da família.
Com um primogênito congênito Lizão por sífilis materna cego de nascença, surdo mudo e débil mental que se defecava e urinava sozinho sem nenhum controle para nada. Automaticamente abria a boca quando a colher ou canecas de plástico na língua encostava. Sem nenhuma ajuda de custo, nenhum tipo de auxílio doença ou qualquer vínculo empregatício.
Vive assim até os dias de hoje com mais de 60 anos em uma cadeira de balanço sentado ao leo, amparado pela irmã mais nova Vera, que casando-se com um Spencer diabético milionário, que tinha até iate no Rio de Janeiro, acabou divorciada com pensão depois de muita contenda judicial, por ter havido rompimento em pré pacto nupcial de esterilidade conjugal, com um único filho desse casal, que também nasceu cego.
Mas tornou-se tecladista e pagando enfermeira particular para morar e cuidar também da mãe que ficou viúva com perda total de memória, mas do outro lado da asa que fica perto da outra filha mais velha e mais amorosa, se transferindo todos definitivamente para Brasília.
Nesse estado de Goiás ela é taquigrafa pública em Congresso Nacional, levando também a prima mais querida da menina por ter sido essa adorável Luzia a que com os mesmos brinquedos de infância se divertiam e que também divorciou-se do marido Boliviano, vive com um casal de filhos e trabalha em outros públicos sob a indicação da irmã mais influenciada, mas a casinha não é alugada e a que abriga o que sobrou em frangalhos foi comprada com a venda da única boa casa em que em seus 77 anos de vida, o Tio Luizinho no caixão, vítima de alcoolismo, tabagismo, muita neurose não mais precisava.
E nunca mais deram nenhuma notícia, mas de vez em quando uma ou outra prima encara rodoviária e vai visita-las só pra não perder as desgraças de todas as outras vistas, sem contar as trocas dos emails que vêm com outras correspondências. Nunca tiveram bichinhos de estimação, talvez ursinhos de pelúcia enfeitassem o pavão.
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