Durante a semana em que ficou em coma induzido no hospital da Unicamp, a sobrinha se comunicou com os estrangeiros que cuidaram de todos os restos mortais, no dia de Santo Antonio casamenteiro 13.06.1999.
Onde finalmente o colocaram na mesma sepultura junto de parte dos seus, e ainda depois de muita discussão, pois não era o proprietário daquela cova, e possuir o mesmo sobrenome, não lhe dava esse direito.
Seu corpo não precisou esfriar naquele meio, pois aquele apego extraordinário que ele mantinha sobre todos aqueles cacarecos que tinha, sumiram tão misteriosamente da frente de qualquer parente em dissolução instantânea por parte das 2 filhas que vieram acompanhadas da viúva que disseminou tudo num passe de mágica, querendo descobrir se pelo menos ficaria com a pensão brasileira, conseguiram descobrir a cova dentro do banheiro que o pai havia enterrado todos os dólares do mesmo jeito que os esquilos enterram suas sementes achando que seria previdente.
E por serem caridosas, amorosas, afetuosas, doaram em consideração de comiseração aquela construção de fundos para o irmão Binhinho pois era para elas o mais necessitado, que passou nos cobres a moradia do arrabalde e todos continuam na América do Norte morando, desfrutando da dupla cidadania americana.
Que espertos, o violão de madeira de lei que ele tinha, esse elas carregaram, mas todas as fitas que ele gravava achando que era compositor melhor que Lupicínio, com as partituras, um teclado, um aspirador de pó gigante importado, um gravador de rolo sem a bobina, um corte de tecido de linho das dezenas que haviam foi a justa indenização que legaram pra aquela sobrinha.
Achando que já era caro demais, e assim mesmo foi a cunhada que organizou a lista dos pedidos, e talvez ela tenha achado que tudo estaria muito bem pago por todas aquelas sacolas do passado e quando desse país partiram pro outro mundo, deixaram com pichações de batom escritos em garrafais a frase que toda a família nunca mais esqueceria?
“ ADEUS FOFOQUEIRAS”, e cruzaram via área a fronteira.
Barraco até no velório, porque em 1964 quando o vô Vitório que nunca bebeu e nem fumou teve que encarar o aroma da perpétua, só havia um cemitério na cidade e se chama “Saudade”, e um túmulo com 3 carneiras abrigava a primeira morte de uma meiga filha solteira Tininha que havia morrido em um dos constantes desmoronamentos do morro da Nova Cintra na cidade de Santos, quando tinha ido visitar a outra tia Duta irmã da mãe Margarida.
PROVIDÊNCIA PRIMORDIAL – EVITANDO EMPRÉSTIMOS
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