AGRESSÕES, DISCUSSÕES, BRIGAS, ACUSAÇÕES, TUDO ACUMULANDO NO POÇO DE RECALQUE DO CÉREBRO HUMANO.
No contínuo uso do abuso do poder de família, ele insistia e em todas as casas que sobraram ele era o único que até para São Paulo viajava e em algumas pernoitava.
Em todas as casas que ia, arrumava confusão, palpitava em tudo, com todos e espalhava entre todos os outros cada vez que para essas mesmas casas voltava. E nenhum parente se agradava de sua presença.
Até que em uma dessas ocasiões, na casa da menina mulher, a irmã Dirce arrumou a confusão....e foi um disse não disse mas ela disse que na casa dela não queria mais esse irmão não...onde já se viu...acusar ela de ladrona por roubar uma japona americana que ele disse que havia esquecido por esses tantos cabides dos quais seria muito difícil lembrar sem ser por eliminação unitária.
Se ele não tentasse descobrir dessa maneira que motivos teria no seu mais profundo inconsciente de acusar frontalmente essa irmã se entre todos iguais a fama sempre faz a cama? Se roubavam uns aos outros mutuamente?
A menina agora filha, mãe mulher, sempre que podia, afirmava para a irmã do tio, que nessa mesma casa onde agora essa família junto morava, que esse tio não seria rejeitado, mas sim perdoado.
E essa casa, foi a única em que ele livremente freqüentava trazendo para a menina e seu filho uma enorme alegria. Seresteiro que era, passava noites conversando, cantando, confessando, tentando limpar sua mente com um pouco mais de consolo, e a menina afirmava que esse tio por ela nunca seria descartado e muito menos abandonado, embora a irmã vivesse contrariada...ah é...ele encontrou a japona que estava entocada naquele cafufo em que ele com tudo misturava. O hábito faz o monge?
Com uma aposentadoria de um mínimo americano, outro mínimo brasileiro e solitário, rejeitado e desprezado por toda a parentada que ele tanto considerava, cercado de abacates, limões, arnicas e uma galinha sem galo que ovos fresquinhos lhe oferecia, inconsciente de que provavelmente daquela família precisaria para ser amparado na velhice que já se manifestava.
Se deslocava apenas em ônibus coletivos, antevendo os sintomas doentios que não recebiam diagnósticos legais, achou na sua crendice de que filhos têm obrigação de olhar os pais e em troca ele escrituraria o palácio de $8.000,00 para aquele descendente que o abrigaria, e mais ou menos achou que já tinha acertado na escolha da filha que mais o acolheria, apostando assim numa Rosânia e decidido começou enchendo malas, comprando passagem aérea quando em um dia 07.06.1999, sentado na cadeira de papai assistindo televisão ao lado da irmã Dirce na casa da mais querida sobrinha a menina mulher, sofreu um derrame cerebral fatal.
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