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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.39





Aguçando a curiosidade do sorterão endinheirado, foi indo até que um dia, levou o colega de braço dado para verificar com seus próprios olhos, dando assim a oportunidade do moço escolher a que mais lhe agradaria.


E era unanimidade...a que mais se encaixaria, era mesmo a mais boazinha e boazuda daquela prole animada, criando finalmente a oportunidade do pai da menina morrer acreditando que foi ele quem a escolheu, sendo que a mocinha dirce com astúcia e inteligência apenas sabia que ter sogro pobre seria muita burrice. Que humano não quer ter o direito de se dar bem depois de tanto mal? Adeus miséria, e até nunca mais.
Meus filhos não passarão pelo que eu passei e terão o que eu não tive?


A Matriz da Igreja da Catedral, era a única que realizava a procissão de finados tendo a única banda da cidade por convidados, e dali pra frente toda aquela irmandade de mãos dadas acompanhariam mesmo a contra gosto o senhor morto naquelas enfadonhas cerimônias incontestáveis.

Contam os historiadores daquela época que o coro seguia cantando:
“Colete preto...colete preto....”, até que depois de umas 5 anuidades como esta, o dúrico que era mesmo o que mais zombava dessa teatralização de rua, resolveu entregar o cargo da maneira mais sensata que sabia que o pai Adão não perdoaria mesmo.
Havia uma catraca que sempre avisava quando seria a hora da música parar, mas parece que naquele dia, o durico num tava com muita pacênça pá esperá não...e fartando 5 compassu pá mudá a marcha do cortejo, ele bateu forte naqueles prato e no meio do povão em choramingação gritou com tudo que podia emendando no coro do povão:
“Colete preto...colete preto...colete preto é a puta que pariu”.....nossa....será que o nono foi contratado novamente no ano seguinte? Sei lá, a menina ainda estava repousando bem quentinha e guardadinha no saquinho do papai.

Certidão de Óbito de Adão Gozzi: Deixa inúmeros bens imóveis, dinheiro em espécie em cadernetas de poupança e um patrimônio invejável, que foi totalmente dilapidado, pelos outros filhos, noras e netos ambiciosos, que nunca precisaram pagar alugueres, mas viveram de muitos alugados e tudo foi confiscado, e estava contabilizado e legalmente registrado.

Essa do lar matriarca conhecida por Nona, delegou a administração de todos para apenas um filho do meio também estudado e não casado, de apelido “Veia”, que iniciou trabalhos como funcionário no único “Cortume Cantúsio” que ficava na Vila Industrial do outro lado da cidade e quando o pai rico saiu da cena tão precocemente, assumiu imediatamente essa confraria e de galho em galho em muitos ramos foi negociando e começou eliminando gastos. Esperteza, restringir o montante financeiro do zóio do gato. 
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