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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

FEIXE DE VARAS - pg.37


CARNÍVOROS – A IDADE DA PEDRA E A ÚNICA FONTE SE SUBEXISTÊNCIA  ANIMAIS DE SANGUE QUENTE, AGRESSIVDADE COM TOTAL IMPARCIALIDADE.



A casa inteira era de piso frio antigo e rústico e o tamanho monstruoso de uma mesa retangular em madeira sem lei com 2 bancos coletivos, um encostado na parede verde e o outro beirando pelo chão onde só se efetuavam lavagens com água, sabão, vassoura e rodo, compunha sempre uma toalha branca infalivelmente com pães bengala com manteiga fresca e às vezes mortadela, não faltava nunca o café com leite e as canecas de louça variadas, todos os primos se ajuntavam e ninguém brigava, todos cantavam, embora outros mais se destacavam.
Uma disputa fervorosa na fila pra ver quem ficava com a canequinha de alumínio que daquela talha de barro enorme naquele outro canto da outra sala, sempre reserva continha. Uma cristaleira antiga abrigava coisinhas e uma outra cômoda recheada de ricos enxovais portugueses, que lá ficaram enquanto a mãe não destinasse para que herdeiros os dotes fossem repartidos.
Mas aquela tábua de bater carne que ficou de herança para a filhinha mais adorada, nunca parava de funcionar, e o arroz com feijão não tinha salada nem legumes para acompanhar e talvez alguma laranja pra poder descascar.

Na eclitude cultural musical, o tio alfaiate seresteiro colava seu peito ao bojo de um violão na sobriedade de Orlando Silva “O Cantor das Multidões”, “O Seresteiro” Silvio Caldas, outros dois relojoeiros onde um tocava na flauta os choros de Pixinguinha e outro entoava com energia Nerso Gonçarves, Girberto Arves alimentavam os pintinhos que ficavam no terreiro esperando a feijoada..., o fiscal da prefeitura se contentava com um pandeiro bem no oposto da avó paterna rica.  

Esses cantores intérpretes populares da época, apenas tentavam com melodias e letras maravilhosas, alimentar o sonho do povo, de que amar incondicionalmente seria a glória que qualquer um desejava no mais profundo de suas intimidades.

Humanos gerados e criados em meio a conflitos pessoais nunca esclarecidos mas sempre embutidos que repassavam da mesma maneira para os descendentes na continuidade dessas criaturas de mesma espécie humana, na mesma igualdade da contemporaneidade em que nenhuma denominação moderna ou cientifica consegue encontrar e realmente ensinar como eliminar todas essas pedrinhas que vão estagnar os imensos rochedos das almas penadas.
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