esse espaço pensando em sua família....e lá veio o outro inquilino, dessa vez perdia o sócio Luizinho...densidade demográfica.
E vamos limpando espaços, sendo que desta vez, só sobrava 1 buraco.
Paz com sossego, essa gente já nem comia e nem dormia, mas bebia.
E a única gota que faltava transbordou a patifaria.
Quem mesmo poderia imaginar que com tudo prontinho pra sumir de vez dessa família, esse infeliz irmão Binho, tinha que depositar tudo o que havia sonhado durante 77 anos, novamente naquela covinha?
Nossa....o Vitório não se conformava, e a sua esposa Laíde com sua filha Magali desquitada sem filhos, hoje viúva, bem aposentada por prestações de serviços públicos municipais, que não é a mesma Magali do Cebolinha, mais o varão Celso casado com outros netos, sem nenhuma renda nem aposentadoria, bufando como manadas de touros enfurecidos, tiveram que ceder o último buraco.....ainda bem que o cabelo tingido da tia Nancy também era castanho como os da Tia Tininha, do vô Vitório, da vó Margarida, do tio Mário, do tio Luizinho do Tio Binho e do Tio Vitório, que finalmente deixou a viúva como a única herdeira daquela propriedade.
Agora todos descansam em brancas nuvens de pás, até que a próxima rodada, pouco se importará com o que vão considerando de sina de família!
E permanecemos constantemente da mesma maneira desde que surgimos para esse mundo. Uma humanidade que só vai contando com a vida que levam, pois quando se morre, temos que nos livrar da carne que apodrece queimando ou enterrando, e os cemitérios florescem, inflam, dilatam, porque dizem que quem casa quer casa, não importando para que servirão essas casas.
Salve Adoniram Barbosa, porque era assim mesmo a nossa “Saudosa Maloca, maloca querida”
Um corredor contínuo de 30m2, tendo ao lado de fora, um cercado de zinco com um chuveiro elétrico, mas a criançada adorava o tanque de cimento com o cano gelado e iam se repartindo entre as bacias imensas de alumínio que em alguns dias da semana quaravam roupas brancas com anil sob a luz do sol do meio dia.
Coisa que na casa daquela nona, a menina nunca via.
O banheiro ficava no final do terreno passando por uma única laranjeira que laranjas ali nunca sobravam mas a alegria da menina não se findava, e o melhor momento era inventar necessidade só para se assentar numa privada de fossa rodeada de pau a pique com uma portinha de madeira rachada e trinquinho de ganchinho de arame com folhas de jornal penduradas, porque a visão do galinheirinho com aquele casalzinho de garnisé, só quem viveu com amor, sabe o que é....
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