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sábado, 21 de janeiro de 2012

FEIXE DE VARAS - pg.45

{...e a menina que virou senhora, só ficou sabendo da morte desse cidadão, através de 2 conhecidos dele, um o Seu Russo o outro o Camilo } que me contou os detalhes durante as nossas apresentações no Bosque dentro do extinto projeto da Prefeitura que foi roubando até o fim, pois aquele túmulo seria propriedade de família e também foi confiscado e não entrou no inventário.
Detalhe: e ainda com uma semana de atraso, pois ele já tinha sido sepultado naquele cemitério da saudade, onde no período das imigrações do século XVIII, assim que um imigrante se instalava, depois de adquirido o primeiro lar, o derradeiro era a segunda propriedade em prioridade.

POIS É....CADA UM ROUBA O QUE TEM, DO JEITO QUE SABE E PODE SEM NENHUM CONSTRANGIMENTO, ESCRÚPULO, CULPA E MUITO MENOS REMORSO – TUDO É REALIZADO EM CONSCIÊNCIA PLENA COM COMUNHÃO DE BENS ENTRE OS MESMOS QUE COMUNGAM DA MESMA SELVAGERIA.AS CULTURAS E OS CULTIVOS INTER PESSOAIS DENTRO DA INTIMIDADE DO EGOISMO INDIVIDUAL ATUANDO UNICAMENTE EM BENEFÍCIO PRÓPRIO, NÃO DIFERENCIANDO CLASSE SOCIAL ENTRE A POBREZA E A RIQUEZA – LIVRES DE QUALQUER TIPO DE PRECONCEITO.
TUDO INDISCRIMINADAMENTE.

A menina mocinha nunca mais esqueceria, quando num dia um telefone preto daqueles através de outras vozes do além, comunicariam que a amada vó Margarida, tinha falecido e seu corpo encontrava-se em um leito do Hospital “Irmãos Penteado” a espera da remoção familiar.

Até a atualidade hoje em mulher, essa menina não se lembra de como sozinha naquele hospital foi parar, muito menos como encontrou o quarto, mas a cena nunca mais do seu coração irá se apagar.
Mas se lembra que ao perguntar para a mãe se ela não correria para o ultimo adeus naquele hospital que ficava a 2 quadras atrás da sua moradia e a mãe dando de ombros dizendo que agora nada mais adiantaria, munida de seus 14 anos com experiência de trânsito em pedestria rumou sozinha para aquela enfermaria.

Naquele tempo ela ainda morava na Rua Conceição e dia sim e um não, a mãe enchia marmita para que ela fosse levar na casa da avó. Num trajeto a pé subia aquela Padre Vieira, cruzando Ferreira Penteado, Moraes Salles, Boaventura do Amaral, atravessando em diagonal o Largo São Benedito, descendo a Marechal Deodoro, atravessando a Luzitana, Dr.Quirino, Barão de Jaguara, Francisco Glicério onde fica o Largo do Pará, até virar na Regente Feijó, em cujo percurso ia cantando e não era a Chapeuzinho Vermelho.
Embora a vovozinha tenha sido engolida por uma matilha de lobos, essa valente e adorável criatura, marcará mesmo toda a jornada de vida dessa menina.
                                                                      -45-

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