vez, acorrentam outros mais próximos numa
decomposição generalizada de todos os órgãos, organismos, sistemas,
instituições, regimes políticos e mais recentemente tentam fortalecer alicerces
por toda a humanidade, que segue podre por dentro mas perfeitamente adequada.
Banham-se
em todos os tipos de águas mas continuam a amontoar tanta sujeira mental, igual
ao meio em que foram gerados, com fezes, urinas, sangues e muita debilidade
social.
Na
casa do flautista, que também não deixava o cigarrinho, cuja primeira morada
era um alugado em cima da farmácia do amigo que se suicidou sei lá por que
motivos naquela Avenida João Jorge da Vila Industrial, 3 primos e a cunhada em
cabeleireira prática exercia. Depois ele construiu a casa própria com porões
embaixo recheado dos filhos que foram se casando, onde só os machos até hoje
com outros filhos ainda esperam pela parte que lhes caberá de herança pela
viúva que já vai contando em seus dias.
Tio
Mané apenas corrigia com algumas leves cintadas, a doce e maravilhosa Tia
Mercedes só aconselhava, a prima Sonia
terna e meiga, o primo Jorge regrado só o Juninho é que deu mais trabalho.
E
esse estimado tio Manoel, driblou um câncer na garganta durante 15 anos sendo cuidado pela dedicada mulher que lhe
aplicava as injeções e também faleceu minguando em sua cama de casal.
Mesmo
essa mais querida irmã por todos, morando a 15 léguas de distância, não impedia
que ele todas 5as.feiras, independente do aquecimento global, caminhasse à pé
desde o bairro da Ponte Preta subindo e descendo em uma reta da Rua Padre
Vieira até à Rua Conceição 524 – Centro-Campinas com seu chapéu, guarda-chuva e
cachecol, às vezes trazendo o juninho, só para ter o prazer de assistir o
seriado semanal “Os intocáveis” do Eliot Ness e desfrutar da nossa agradável
companhia, e na sua casa televisão já tinha. Nunca criou bichinhos de
estimação, só depois de sua morte é que criaram cão.
O
outro irmão apelidado de “Vanguarda Noticieiro” cachaceiro e cigarreiro de
boteco, que era vizinho de muro, mas a dona Dirce não gostava da cunhada que
nos legou mais 2 primos, Celso e Magali portanto não havia trocarias, só
cumprimentavam com mãozinhas em adeus na hora da saída, devia também usar
cintas onde a tia não se metia mas induzia quando a arte ela via. A prima
gostava de gatos.
A
casa mais difícil de se visitar era a da gêmea Nancy, que nunca fumou. De anos
em anos ela morava em diversas casas alugadas. Casada com um alfaiate não muito
recomendável profissionalmente, comentava que algumas vezes apanhava agora do
marido com cintadas, a menina pouco entendia porque tanta choradeira acontecia.
Um clima de sentimentalismo rondava aquela família com mais 3 primos machos,
Pião Tutu e Gilmar o “Brasinha Campineiro”.
O
Tio usava cintas com chinelos enquanto a tia só se derretia.
Houve
apenas um cãozinho que só do lado de fora lhes fazia companhia, e as recepções
se repetiam com cafés e bolacharias, em todas as casas.
Ela
foi se virando de verdade como pôde encontrando as soluções que para ela seriam
as únicas, passou toda a sua vida dividindo com hóspedes estranhos o pagamento
dessas moradias alugando quartos dentro do mesmo ambiente caseiro e mesmo
depois que o caçula virando corretor encheu as burras de dinheiro tornando-se
um próspero proprietário com casa própria e rendas de vários apartamentos
alugados, ela se recusava a aceitar um cantinho de seu só pra aquele corpanzil
em paz poder sossegar.
Se
tinha problemas médicos, pouco a família materna sabia, até que um belo dia
entrou num hospital com pressão alta e saiu em um caixão vítima de choque anafilático
por ingestão de glicemia quando só depois descobriram que ela era diabética.
E
finalmente o filho, amparou o pai em apartamento próprio que se casou logo
depois de viúvo com a mocinha débil mental que vivia em trabalhos domésticos
dentro daquele conjunto matrimonial, cuja tia havia adotado e criava com todo o
amor universal.
Bi
bi..lá vinha a buzina e o destino naquele dia atravessaria a cidade rumo ao
bairro Bonfim na casa da viúva Lilica, que muito novinha sozinha acabou criando
os 3 filhos, Marly, Miriã e Gustinho, onde só esse bebia, fumava e jogava.
Recebeu
por herança uma casinha que antes da doação para a filha mais velha que ainda
era casada com o querido primo aviador Paulo e já tinha 2 filhos, possuía uma
sala com um quarto por divisão de parede, uma cozinha com um banheiro de frente
e um tanque com mínima área coberta em chão de cimento. Dois canteirinhos
compunham a frente fechada por um portãozinho de ferro baixinho.
Era
uma delícia o café com bolos ou tortas quitutes variados e agente seguia em frente. Essa tia
pouco bateu nos filhos, e sobrevive até hoje com a pensão do marido que era
ferroviário sendo agora amparada na velhice pela filha do meio, por ser a que
melhor conseguiu sobreviver nessa era moderna de internet, foi a segunda prima
em toda a família que concluiu universidade e todos os seus 3 filhos vivem
muito bem com todos os 4 netos de verdade, onde 2 residem na Inglaterra. O marido
Vitorino um comerciante de chácaras bem sucedido, vai driblando a diabetes com
o rim, fígado bem comprometidos pelas doces cachaças de uma vida também
sofrida.
Agora o GPS guiaria para outro lado da cidade e lá ia
nóis pra Vila Marieta dando um monte de pirueta. O comerciante relojoeiro e
ourives tio Luiz, conhecido de corda para a caçamba do tio Vitório, adorava a
pinguinha e
-29-