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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

FEIXE DE VARAS - pg 28


generalizada de todos os órgãos, organismos, sistemas, instituições, regimes políticos e mais recentemente tentam fortalecer alicerces por toda a humanidade, que segue podre por dentro mas perfeitamente adequada.

Banham-se em todos os tipos de águas mas continuam a amontoar tanta sujeira mental, igual ao meio em que foram gerados, com fezes, urinas, sangues e muita debilidade social.

Na casa do flautista, que também não deixava o cigarrinho, cuja primeira morada era um alugado em cima da farmácia do amigo que se suicidou sei lá por que motivos naquela Avenida João Jorge da Vila Industrial, 3 primos e a cunhada em cabeleireira prática exercia. Depois ele construiu a casa própria preparando outras construções para abrigar o futuro recheado dos filhos que foram se casando, onde só os machos até hoje com outros filhos ainda esperam pela parte que lhes caberá de herança pela viúva que já vai contando em seus longos dias.
Tio Mané apenas corrigia com algumas leves cintadas, a doce e maravilhosa Tia Mercedes só aconselhava,  a prima Sonia terna e meiga, o primo Jorge regrado só o Juninho é que deu mais trabalho.
E esse estimado tio Manoel, driblou um câncer na garganta durante 15 anos  sendo cuidado pela dedicada mulher que lhe aplicava as injeções e também faleceu minguando em sua cama de casal.

Mesmo essa mais querida irmã por todos, morando a 15 léguas de distância, não impedia que ele todas 5as.feiras, independente do aquecimento global, caminhasse à pé desde o bairro da Ponte Preta subindo e descendo em uma reta da Rua Padre Vieira até à Rua Conceição 547 – Centro-Campinas com seu chapéu, guarda-chuva e cachecol, às vezes trazendo o juninho, só para ter o prazer de assistir o seriado semanal “Os intocáveis” do Eliot Ness e desfrutar da nossa agradável companhia, e na sua casa televisão já tinha. Nunca criou bichinhos de estimação, só depois de sua morte é que criaram cão.

O outro irmão apelidado de “Vanguarda Noticieiro” cachaceiro e cigarreiro de boteco, que era vizinho de muro, mas a dona Dirce não gostava da cunhada que nos legou mais 2 primos, Celso e Magali portanto não havia trocarias, só cumprimentavam com mãozinhas em adeus na hora da saída, devia também usar cintas onde a tia não se metia mas induzia quando a arte ela via. A prima gostava de gatos.

A casa mais difícil de se visitar era a da gêmea Nancy, que nunca fumou. De anos em anos ela morava em diversas casas alugadas. Casada com um alfaiate não muito recomendável profissionalmente, comentava que algumas vezes apanhava agora do marido com cintadas, a menina pouco entendia porque tanta choradeira acontecia. Um clima de sentimentalismo rondava aquela família com mais 3 primos machos, Pião Tutu e Gilmar o “Brasinha Campineiro”.
                                                         -28-
Que foto histórica..essa era a parte do quintal da casa da vó Margarida que ao lado ficava o tanque de cimento guarnecido com cobertura de zinco e que as crianças tomavam banho de torneira fria....da esq p/direita meu avô materno Vitório, meu tio flautista Mané, meu pai pousando de 6 cordas e meu tio Binho seresteiro até o fim...meu pai estava em tempo de namoro e datou com sua letra atrás da foto: 06/02/1940. Que Deus abençoe esse quarteto...saudade eterna...


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